15 de dezembro de 2003 – Columbus, Ohio
Hoje foi um dia bem normal. Apesar de eu estar me sentindo um verdadeiro lixo humano, o dia foi bom. Quase perdi a hora e peguei um ônibus errado, mas consegui chegar na escola a tempo. Eu estava dois minutos atrasado, mas Tyler continuou me esperando, e seu gorro vermelho se destacava no meio daquela neve toda.
Tivemos prova de Matemática. Eu tirei B. Tyler ficou muito feliz com isso, e me deu um beijo na bochecha, “como recompensa”, ele disse. Eu quase pedi que o beijo fosse em outro lugar, mas faziam algumas semanas que eu estava tentando ignorar esse sentimento/desejo, e falar isso pioraria as coisas e acabaria com nossa amizade.
E, além do mais, só vejo Tyler como um amigo.
Tive aula de Física, e essas aulas geralmente não me interessam tanto, mas hoje o Sr. Jacobsen falou uma coisa bem interessante.
Ele falou hoje sobre a gravidade e um conceito chamado aceleração da gravidade. A gravidade sempre exerce uma força sobre nós, e é essa força que não nos deixa “cair” da Terra. A aceleração pode ser medida, e ele disse na aula que nós geralmente não sentimos essa “força” da gravidade sobre nós, mas tinha uma situação que a gente podia sentir.
Ele perguntou “Quem aqui já viajou de avião?”, e ninguém levantou a mão. Eu lembrei imediatamente de Tyler, ele já tinha viajado de avião, mas ele não estava ali.
O professor disse que a gente pode experimentar uma força da gravidade maior que a normal na decolagem e uma menor na aterrissagem. Então um menino da minha turma (acho que o nome dele é Charles) perguntou como a gente se sentia nas duas situações.
Eu até me ajeitei na cadeira pra poder escutar melhor. Tyler já tinha experimentado aquilo e ainda me disse que sentia a mesma coisa ao me ver chegando na escola, e eu não entendi bem o porquê. Sr. Jacobsen respondeu: “O que você pode sentir é um friozinho na barriga e uma ligeira sensação de estar mais pesado ou mais leve, respectivamente.”
Afundei na cadeira depois disso. Eu me sentia assim quando via Tyler, ou quando segurava a mão dele.
Não vi mais Tyler durante o resto do dia.
Minha mãe fez sopa para o jantar. Eu odeio sopa. Mas se Tyler me dissesse que ama sopa, talvez eu pensasse no caso.
Postando mais cedo pra avisar que a collab com o RonDun já saiu lá no perfil lauritaftRonDun ❤
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Goner (don't let me be)
Fan-Fiction(baseada na música Goner) "Ele tirou de mim todas as esperanças que eu tinha de viver feliz por toda a minha vida. Ele é o que me faz ser infeliz. Você não fez nada de errado. A culpa é dele. A culpa é minha. A culpa é só minha. Eu já era um caso pe...
