01 de janeiro de 2004 – Columbus, Ohio
Feliz 2004!
Se todo esse ano for do mesmo jeito que passei a virada do ano, com certeza 2004 será o melhor ano da minha vida.
Cheguei às sete da noite na casa de Tyler, como foi o combinado. Minha mãe me abraçou e me beijou na testa, me desejando um feliz ano novo. Eu desejei o mesmo a ela e a deixei no carro.
Tyler abriu a porta pra mim e logo me puxou pra dentro da casa dele, me levando pro quarto. Antes de a gente ficar lá boa parte da noite, os pais dele me abraçaram e me deram as boas-vindas. Tyler parecia meio impaciente com tudo aquilo, queria logo que os pais dele parassem de me indagar sobre a escola e que a gente fosse logo lá pra cima. Eu também queria, mas eu não podia ser mal-educado com os pais de Tyler.
Deixei minhas coisas no quarto de Tyler e ele logo pegou o ukulele. Ele disse que estava animado para aquela noite.
“Eu nunca passei a virada de ano com ninguém”, disse Tyler, sentando-se na cama dele. Ele me convidou para sentar ao lado dele, e eu fui. Aí ele deixou o corpo relaxar e cair sobre a cama, e eu fiz o mesmo, ficando deitado ao lado dele olhando para o teto.
“Nem eu”, respondi. Virei o rosto para olhar para ele e ele já estava ali, olhando pra mim. Quando eu olhei pra ele, ele corou e se afastou um pouquinho.
“Quer fazer o quê essa noite?”, Tyler perguntou.
“O que você quiser fazer eu também vou querer”, falei, e Tyler deu risada.
“Você aguenta me ouvir cantar a noite toda?”
“Mas isso não é pra ser uma coisa boa?”, perguntei.
“Talvez”, ele respondeu e se levantou, pegando o ukulele que ele tinha deixado ao seu lado na cama antes de sentar. Ele tocou algumas notas e olhou pra mim. Eu ainda estava deitado. “O que você quer que eu cante?”
“Qualquer coisa”, eu respondi, me levantando também. Peguei o travesseiro dele e o abracei.
“Eu ainda não escrevi uma música que tenha esse nome”, Tyler respondeu rindo. “Escolha outra.”
“Idiota.” Bati nele com o travesseiro. Ele riu de novo “Você tem alguma música nova?”
“Bem, tenho”, ele pegou o caderno dele e me entregou. Comecei a folheá-lo, procurando algo novo ali. Haviam muitas coisas escritas, pequenos versos, músicas inacabadas, às vezes só algumas frases soltas. Only skeleton bones remain, li essa mesma frase em várias páginas. Parei em uma página que havia uns versos escritos (e que ainda não tinha nome) e mostrei pra ele.
“Oh, essa aí não”, Tyler disse, como se estivesse se desculpando. “Eu ainda não terminei ela. Nem nome tem. Só tem esses versos.”
Eu li os versos escritos. Acho que ainda lembro alguns.
I know what you think in the morning
When the sun shines on the ground
And shows what you have done
It shows where your mind has gone
And you swear to your parents
That it will never happen again
I know, I know what that means
I know
"Essa não parece ser uma música feliz," falei a ele. Tyler só deu de ombros.
"Eu escrevo pecados," ele respondeu. "Não tragédias."
Eu não entendi muito bem o que ele quis dizer, mas decidi não pedir explicações.
“Canta só esse pedaço, então”, eu pedi. Ele assentiu e começou a tocar. As notas eram tão calmas, mas ao mesmo tempo tão enérgicas... Tyler fechou os olhos e começou a cantar até onde ele tinha escrito, e eu fiquei olhando pra ele o tempo todo. Era muito fofo como ele ficava enquanto cantava, como se ele estivesse botando toda a sua alma naquilo.
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Goner (don't let me be)
Fanfiction(baseada na música Goner) "Ele tirou de mim todas as esperanças que eu tinha de viver feliz por toda a minha vida. Ele é o que me faz ser infeliz. Você não fez nada de errado. A culpa é dele. A culpa é minha. A culpa é só minha. Eu já era um caso pe...
