trigésimo oitavo

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04 de novembro de 2003 – Columbus, Ohio

Minha mãe estava bem. Ela chegou mais ou menos uma hora depois. O pneu do carro furou e ela teve que dar um jeito de trocá-lo.

Fiquei feliz quando ela chegou em casa. Foi estranho, até ela estranhou, mas eu me senti tão aliviado por saber que estava tudo bem com ela. Eu quase nunca fico feliz por meus pais estarem em casa, sei lá. Na maior parte do tempo eu desejo que eles passem o dia todo fora, mas me peguei sentindo preocupação em relação à demora da minha mãe.

Hoje tive aula de matemática com Tyler. Fiquei nervoso quando a professora me chamou à lousa para responder uma questão. Tyler disse “Josh, essa é fácil, você consegue”, e eu perguntei bem depressa “E se eu não conseguir?”, aí ele respondeu “Tá tudo bem, você não é definido por uma questão de matemática”.

Eu me levantei e fui até lá. Eu fiz de tudo para me concentrar naqueles números todos, mas a voz de Tyler me dizendo para eu ficar tranquilo não saía da minha cabeça e me distraía o tempo todo (o que é meio irônico, pra falar a verdade).

Quando terminei e olhei o resultado, achei que estava tudo errado, mas olhei para Tyler e ele estava sorrindo, feliz. A professora disse “muito bem, Josh”, e aí eu percebi que tinha acertado a questão, afinal de contas.

Tyler me convidou para almoçar. Eu tinha levado duas maçãs (minha mãe disse para eu levar uma para Tyler) e ele levou sanduíche de presunto. A gente divide uma mesa, uma mesa só pra nós dois, sem incômodos. Posso conversar com Tyler da forma que eu quiser sem ser julgado pelos outros, e isso é a melhor coisa do mundo.

Me desculpem por eu estar postando um monte de oneshots, é que eu tô cheia de ideiazinhas e eu amo compartilhar elas com vocês xx

Goner (don't let me be)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora