07 de novembro de 2003 – Columbus, Ohio
Enquanto eu estava no ônibus eu tive uma ideia, e decidi que assim que eu chegasse na escola ia perguntar pra Tyler o que ele achava disso.
O caminho até à escola pareceu demorar dez vezes mais que o normal, só porque eu queria falar com Tyler. Engraçado, não é? A gente fica ansioso e tudo parece demorar.
Praticamente pulei fora do ônibus quando ele parou na frente da escola. Logo vi Tyler, parado na frente da escola. Hoje ele estava diferente. Ele estava usando um gorro vermelho. Tive que dizer a ele que ele estava bonito usando aquilo, e as bochechas de Tyler quase ficaram do mesmo tom do gorro. Aí ele me abraçou e eu me arrepiei quando ele respirou perto do meu pescoço. Eu quase quis sair correndo por sentir aquilo enquanto abraçava Tyler na frente de um monte de gente, mas o abraço dele me fazia querer ficar.
Ele se afastou um pouco de mim e eu falei "Tyler, eu andei pensando em mudar a cor do cabelo, o que você acha?". Ele olhou pra mim como se eu tivesse ficado louco e depois disse "Qual o problema com o azul?".
Respondi "Já estou há muito tempo com essa cor. Já está na hora de mudar, não acha?".
Ele olhou para meu cabelo, depois no fundo dos meus olhos e falou "Eu gosto do seu cabelo assim".
Aí eu senti que estava corando e quase peguei o gorro de Tyler para esconder meu rosto. Sorri pra ele e falei, tímido "Você gosta?". Ele respondeu, "Bem, se você quiser mudar, tá tudo bem. Eu gosto de você de qualquer jeito".
Ele pareceu meio confuso logo após falar essas palavras e, mesmo que elas tenham soado meio estranhas vindas do meu melhor amigo, decidi não questionar, apenas sorrir e dizer "Obrigado, Ty".
Ele falou, sentando em sua cadeira no fundo da sala, ao meu lado, "Eu gosto quando você me chama assim". Aí eu respondi "E eu gosto quando você me chama de Jishwa".
O resto do dia foi insignificante comparado ao que aconteceu de manhã. Mesmo que eu tivesse tido a tarde toda sem aulas com Tyler, eu não consegui, nem por um segundo, parar de sorrir.
A gente chegou a 5K aqui e isso nem é o mais legal de tudo.
Ontem eu achei um squad no twitter cheio de gente que lê minhas fanfics, e assim que eu entrei lá e o pessoal começou a dizer coisas como "Laura, você me inspira", "Comecei a escrever fics por causa de você", "Amém heylaurita (o clássico)", "Eu te venero", eu chorei. Chorei de emoção mesmo, porque eu nunca imaginei que eu inspiraria alguém, e passei um bom tempo me perguntando onde todas essas pessoas estavam.
É por isso que eu continuo escrevendo. Eu quero escrever histórias que sejam marcantes, tanto para mim quanto para vocês, leitores. Vocês me inspiram, me motivam a continuar escrevendo, e quanto mais eu escrevo e posto, o retorno é cada vez maior. Eu vejo as minhas duas fanfics principais crescerem mais e mais a cada dia e me pergunto quantas pessoas já terão lido daqui a seis meses, daqui a um ou dois anos. Não sei onde eu consigo chegar - o céu é o limite, não é? - e eu espero que seja longe. Não importa se um dia as pessoas irão conhecer meu nome, mas saibam que eu nunca, nunca mesmo, irei esquecer das pessoas que me apoiaram no começo de tudo. Vocês.
Até agora temos 5 mil leituras aqui. Foram cinco mil vezes que as pessoas clicaram na minha historinha despretensiosa para ler. Pessoas de verdade, carne e osso, que têm uma vida fora da internet e pode ser qualquer um que passa por mim na rua, voltam todo dia para ler minhas histórias.
Eu amo vocês demais e eu não tenho palavras boas o suficiente para agradecer. Então aqui fica o meu mais sincero e generoso muito obrigada.
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Goner (don't let me be)
Fanfiction(baseada na música Goner) "Ele tirou de mim todas as esperanças que eu tinha de viver feliz por toda a minha vida. Ele é o que me faz ser infeliz. Você não fez nada de errado. A culpa é dele. A culpa é minha. A culpa é só minha. Eu já era um caso pe...
