12 de outubro de 2003 – Columbus, Ohio
Dra. Eva perguntou como eu estava (o que ela faz toda semana) e eu disse que estava muito bem.
Aí ela me disse, um pouco surpresa, que já era a terceira semana seguida que eu dizia estar muito bem. Ela anota tudo. Ela até me disse que a última vez que eu disse me sentir bem foi no meu aniversário do ano passado, quando ganhei um GameBoy Advance. Eu fiquei muito surpreso porque eu não lembrava mais disso (embora eu ainda jogue Top Gear quase todo dia nele).
Ela não tocou no assunto Tyler e, apesar de eu não gostar muito de falar sobre ele com as outras pessoas, eu disse que ontem eu tinha escrito uma carta a ele. Dra. Eva pareceu muito interessada, mas cumpriu sua palavra de não invadir minha privacidade.
Então ela falou sobre o outro. Ela fez diversas perguntas, como: se ele tinha um rosto; se eu já o tinha visto; se eu já tinha conversado com ele; se ele tinha nome; se eu sabia algo sobre ele. E todas as minhas respostas foram não.
Ela pareceu aborrecida sobre isso, mas depois de parecer estar pensando um pouco no assunto (juro que fiquei com medo do que ela poderia estar pensando), ela anotou algo em seu bloco de notas e olhou pra mim.
Ela me disse que esse “esquecimento” que eu tenho é chamado de amnésia dissociativa, e etc., ela falou em alguns termos que nunca ouvi na vida, mas o que pude entender é que esse esquecimento é um sintoma do transtorno de dupla personalidade. Ela também disse que meu transtorno de ansiedade e os ataques de pânico podem ser também relacionados à dupla personalidade.
Depois de um tempo, ela disse que pensávamos estar combatendo uma coisa quando na verdade era outra.
Ela tirou um dos remédios que eu tomo contra ansiedade da minha medicação, e diminuiu as doses dos outros. Ela me prescreveu um calmante de nome muito complicado que, segundo ela, servia para eu relaxar e tentar lembrar do que aconteceu enquanto estive “fora de mim”.
Além disso, ela me aconselhou a continuar mantendo contato com Tyler, porque apoio social é fundamental no tratamento dessa “situação”, como ela diz.
Eu não tenho fé se isso vai mesmo funcionar. Enquanto não dá sinais de funcionar de verdade, tenho que tomar esses comprimidos todo dia.
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Goner (don't let me be)
Fiksi Penggemar(baseada na música Goner) "Ele tirou de mim todas as esperanças que eu tinha de viver feliz por toda a minha vida. Ele é o que me faz ser infeliz. Você não fez nada de errado. A culpa é dele. A culpa é minha. A culpa é só minha. Eu já era um caso pe...
