Desencontros

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Ester

Assim que chegamos no hospital percebo que esqueci meu celular. Saímos na pressa e o deixei na cômoda, faz parte.
Ainda não tivemos notícias do pai de Dekinha os médicos não desceram para passar mais informações.

-Eu juro que mato o próximo que sair dessa porta e não me dar notícias do meu pai.

- Calma amor.
Leandro tenta acalmar a fera mas é impossível.

- Não me pede para ficar calma, não é possível uma coisa dessas.

- Filha agora não é hora de você surtar.

Dekinha abaixa a cabeça e deita em Leandro.

Ficamos assim por umas duas horas, Larissa se juntou a nós e nada de notícias, as enfermeiras só informaram que ele está na sala de cirurgia e que dependem do centro cirúrgico passar as informações do paciente.

- Mãe, o que aconteceu mesmo com meu pai?

- Filha ele parecia engasgado com alguma coisa, não respirava e reclamou de dor no peito.

- Achei que fosse por conta da doença.

- Não acho que seja filha, o tumor está no início, o médico que cuida do tratamento dele nos tranquilizou quanto a isso.

Bom no meu entendimento como filha de enfermeira eu sei o que pode ser, mas prefiro ficar quieta, deixar a Dekinha ainda mais nervosa não vai levar a nada e eu também não sou médic.

Então vamos esperar.

Depois de horas esperando... Todos já estavam no limite de ansiedade e nervosismo.

- Meu Deus eu preciso de notícias!
Débora fala cansada.

Mas uns dez minutos de espera e finalmente o médico passa e vem em nossa direção.

Seu semblante não está nada bom!
Esta cansado.
Esta exausto.
Esta pálido.

- Doutor como foi? cadê meu pai?
Dekinha pergunta, sem reparar no semblante do médico.

- Seu pai teve um ataque cardíaco, tivemos que fazer uma cirurgia de emergência, ele não teria resistido sem ela.

- Parada cardíaca, como ele está?
Ela interrompe.

O médico olha em direção à mãe de Débora.

- Senhora fizemos todo o possível, seu esposo teve um ataque cardíaco mas agora está estável, agora vamos avaliar nas próximas horas o pós operatório. Ele já acordou e vai ficar as primeiras 48 horas na UTI, se quiserem ver ele agora por gentileza me acompanhe

- Vamos sim.
Dekinha sai na frente feito um furacão pegando no braço de sua mãe.

Fica lá com sua mãe por quase uma hora e sai mais calma. Triste, mas calma.

- Eu vou ficar aqui com a minha mãe, vai pra casa vocês, ele está bem.

- Eu vou sim, Lari vai comigo?

- Não Ester vou para casa, preciso  dormir um pouco ainda vou trabalhar.

- Tudo bem, Leandro vamos então?

- Sim, eu deixo você primeiro Lari, depois vou buscar umas coisas para a Débora. Vamos?

- Sim.

Abraço minha amiga e sigo para fora, estou realmente cansada.

No caminho acabo dormindo e quando Leandro me acorda já estamos em frente ao meu prédio.

Subimos pelo elevador exaustos.

Um Contrato Com Meu Chefe (Concluído)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora