Ester já estava acostumada a conviver com aquele homem.
Ele realmente era lindo, mas depois de dois anos trabalhando e lidando com sua frieza ela já não se incomodava.
Marcello, um homem que se acostumou a solidão, sem amigos, sem família e sem amo...
Sempre fui muito amigo da Ester, sei que todos me acham um mulherengo mas com ela é diferente. Sempre foi uma amizade linda, e quero sempre te-lá por perto.
Eu moro sozinho desde os 18 anos, minha mãe mora em outra cidade com meu padrasto e dois irmãos mais novos. Nos damos bem mas eu queria minha privacidade e viver minha vida.
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A única coisa que atrapalha meu dia a dia é essa menina que me tira do sério!
Deckinha.
Quando fomos apresentados, me encantei, ela é linda. Mas ela nem me deu bola, então ficamos só na amizade. Acho até bom, ela é muito doida, as vezes dá medo.
Nessa última quinta fomos para uma balada muito bacana, vários amigos inclusive Ester e Débora. Isso já era de costume, sempre saímos juntos. Sempre curtimos juntos e nunca houve problema. Mas também foi a primeira vez que Ester deixou a Dekinha sozinha na balada, acho que por esse motivo ela perdeu o controle e bebeu muito.
Quando ela veio pra cima de mim e me beijou fiquei em choque e sai. Claro, que faria isso, ela estava bêbada. A gente se dá bem e ao mesmo tempo sempre brigamos por coisas idiotas, e eu não podia abusar dela dessa forma. Fui até o banheiro e lavei meu rosto, espero que esse beijo não atrapalhe nossa amizade. E que eu não tenha problemas com o que aconteceu.
Foi aí que saindo do banheiro eu vi, ela e outro cara se beijando. Esses caras que ficam agarrando mulher bêbada para mim não tem vez. É ridículo. Precisei tomar uma atitude. Acho ridículo um homem se aproveitar de mulher assim.
Nem pensei direito e quando vi já estava socando o cara.
Pior é que a bêbada da vez ficou muito brava, mas não estou nem aí, a Ester não está aqui mas eu estou! E quando a Ester voltar vai saber de tudo isso.
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Débora- Dekinha
Cheguei!
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Foi assim que me apresentei para Ester quando a conheci. Foi amizade a primeira vista, forçada mais foi, eu precisava de uma amiga em São Paulo.
Falando um pouco da última semana, com certeza ela está apaixonada, e te digo mais ele também está. Eu posso até ser meio louca como dizem, mas não sou boba eu sei das coisas.
Agora sobre o Leandro, bom vamos começar do início quando a Ester me apresentou ele, achei ele uma gracinha, lindo. Mas o Facebook desse otário era só putaria, eu não curto cara galinha. Tinha uns quatro amigos em comum, um deles uma colega do meu trabalho que simplesmente acabou com ele.
Aí eu saí fora antes mesmo de pensar em algo, e deixei bem claro que eu era louca e que não tinha interesse nele.
O tempo foi passando e a convivência fez a gente se tornar amigos, brigamos sim mas nos gostamos e sempre estamos juntos. E tudo bem para mim, de verdade.
Saímos na quinta com a minha Esther e ela sumiu, sim, o doido do chefe carregou ela nas costas, eu nem sabia que era ele e fui atrás fiquei maluca, liguei para a polícia, até que o Leandro me falou para parar de ser louca e que ela estava segura.
Ele me garantiu. Após isso me senti mais tranquila mas fiquei tão abalada que comecei a descontar na bebida.
Acontece que em algum momento eu nem sei porquê, eu beijei o Leandro. Sim, eu o beijei.
Mas ele não quis... se afastou e foi para o banheiro e me deixou lá.
Fiquei tão desnorteada que comecei a dançar e depois de um tempo um cara se aproximou e ele era lindinho. Por orgulho ferido de quem se sentiu rejeitada confesso que estava me jogando para ele, até que nos beijamos.
Não entendi o motivo do Leandro avançar no cara e sair no braço, não tinha necessidade disso, ele me arrastou pra casa como se fosse meu pai. Até parece que nunca me viu pegando ninguém!
- Leandro para de me puxar. Eu grito.
- Entra dentro da sua casa agora.
Eu o encaro desafiando. Só pode ser louco falar assim comigo.
Ele vai em direção ao elevador e me deixa sozinha.
Nem ligo!
Tomei um banho e comi alguma coisa, em seguida peguei no sono.
Acordei cedo e fui para a casa da Ester, sei lá acordei preocupada, Leandro me garantiu que ela estava segura mas eu me preocupo.
Lá estava ela. Entrei correndo e pulei na cama, a tampa da minha panela.
Não me admirei com o fato de eles terem dado uns pegas, sendo a respeito da minha Esther eu observo tudo, e não é de hoje viu, nem de uns dias atrás.
No fundo eu sabia que ia rolar.
Mas tarde o Leandro chegou com o espírito da briga, querendo dar lição de moral em mim, justo o galinha de São Paulo. Ele falou e ouviu também, no final achei foi divertido!
Mas eu avisei que ia ter volta, e teve!
Foi mais forte que eu, juro para você.
Quando entrei na lanchonete de manhã ele estava com uma dessas vagabundas que ele sai. Achei tão ridícula a cena dele praticamente em cima dela.
Foi aí que meus pensamentos intrusivos falaram mais alto.
Ideia de louco, sim, e a louca sou eu. O caps me aguarda ansiosamente.
Resolvi fazer um escândalo alegando ser namorada dele.
Nem pensei... quer dizer eu pensei, mas foi em fazer o barraco.
Foi hilário, no começo ele não estava entendendo nada e no fim estava igual o começo, só que com a mão no rosto a menina deu um tapa na cara dele e saiu.
A cara dele foi a melhor. E eu sai correndo, claro, ele ia me matar.
Mais eu ri muito sozinha viu.
Mas agora vou parar com essas coisas. Juro!
É que ele me tira do sério, fica pagando de bom moço para a Ester, se fazendo de melhor amigo do mundo, mas no fundo é um safado.