33.

226 31 5
                                        

- Achei que você já havia ido embora - falo assim que chego ao jardim e encontro Louis de frente para algumas flores de Áster lilás. O menor se assusta e me olha mexendo a boca tentando encontrar algumas palavras.

- Eu pensei se... ah, é que você disse que não iria demorar e...

- Me esperou chegar? Ah sim - rio e me aproximo dele, o abraçando por trás e depositando um simples beijo em seu pescoço, antes de me afastar e parar ao seu lado observando o arbusto de Áster.

- Aqui realmente é mais bonito de dia - Ele sorri olhando em volta. - Eai? Conseguiu um emprego?

- Quem me dera - passo a mão em meus cabelos um pouco aflito e decepcionado. - Não consegui nada. Continuo na mesma merda.

- Não fala assim... talvez não seja o momento, sabe? Por que não volta pra sua faculdade?

- Arquitetura não é minha praia.

- Poderia te dar muito lucro.

- Mas eu não gosto, não me sinto bem. Não adianta eu insistir em algo que não me dê prazer.

- E o que te dá prazer, então? - Ele fica com os olhinhos brilhando correndo pelo meu rosto.

- Você? - falo soando mais como uma pergunta, eu sei que ele sabe que tem essa capacidade.

- Não foi isso que eu quis dizer - ele rola os olhos e ri fracamente se aproximando de mim.

- Mas é isso o que eu tô dizendo. - Sorrio e lhe roubo um selinho. Ele sorri e avança em minha direção me beijando profundamente.

Eu não preciso nem dizer o quão clichê essa cena é. Nós dois no jardim, rodeados por inúmeras cores de flores de diferentes espécies, um sol quase se pondo e seus lábios sugando os meus com tanta delicadeza que sinto meu corpo se derreter aos poucos.

Minha mão não sai de sua cintura e as suas pequenas mãos não desviam do meu rosto e pescoço. Inferno... Louis é tão tudo o que eu quero que me sinto aqueles adolescentes cegos e idiotas que ficam encantados por uma paixonite e só conseguem enxergar aquela pessoa.

- Louis, você viu o me-opa, desculpa - Rupert surge na porta e recua no mesmo instante, com um sorriso imenso no rosto. Ele acha graça de tudo?

- Rupert! Rupert, espera pelo amor de Jesus, calma. - Louis se afasta de mim e chama pelo ruivo, que se vira no mesmo instante encarando nós dois. - Não fala pro Sr. keith, por favorzinho...

- Awn, falando por favorzinho meu coração até derrete.

- Menos, Rupert. - Repreendo e ele ri.

- Já com ciúmes? Uau. - Ele debocha e eu rolo os olhos.

Talvez.

- Não vou falar pra Keith, relaxem - ele fala e fica parado nos encarando com um sorriso sacana no rosto. - Vocês sempre foram tão óbvios, achei até que isso tava rolando há mais tempo. E sinceramente acredito que Keith desconfie.

- Não, ele com certeza não desconfia de nada. E nem pode. - Não pode mesmo, já que ele não sabe sobre minha sexualidade, prefiro não comentar sobre isso.

Louis parece ter ficado sem jeito quando eu disse sobre Keith não fazer ideia sobre algumas coisas. Eu juro que queria abrir o jogo e sei lá, poder ficar com Louis abertamente em casa mas sabe como é... o velho já é de idade e tal, prefiro não disparar os batimentos do idoso. E além de tudo, ele finalmente está se entendendo com Louis, não posso estragar isso agora. Primeiro passo é conquistar a confiança.

Thank You, Grandpa [l.s] Histórias para pegar e não largar. Descubra agora