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PENSEM NUM CAPÍTULO GRANDE... ME PERDOEM ❤️

Boa leitura bbs.

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Ao ser humano que inventou o óculos escuros, eu dedico o meu sincero "obrigado"

Obrigado por disfarçar minha olheiras, obrigado por disfarçar lagrimas, obrigado por não permitir que as pessoas percebam pra onde eu olho - okay, mas isso não conta agora. - Além de é claro, proteger do sol, que esquenta o corpo dessas inúmeras pessoas de preto pelo gramado verde.

Inúmeras pessoas literalmente. Eu não sabia que Keith havia tantos parentes distantes, primos de sabe-se lá qual grau, dois tios avulsos e uma meia irmã, essa eu já tive contato várias vezes.

Ellen me abraça forte, ela é mais nova que Keith e sempre que nos visitava levava balas e outras porqueiras. Eu gosto dela.

Ellen não chora, por incrível que pareça. A loira, magra e de roupa cinza está nitidamente arrasada, mas não me parece que ela encara como o fim do mundo.

Prefiro considerar que seja maturidade pra enfrentar as questões da vida.

- Está tudo bem, querido? - a senhora alisa minhas bochechas com um sorriso e compaixão nos olhos.

Sei que não são filhos de mesma mãe, mas ela tem o mesmo olhar de Keith e eu quase desmorono por isso, minha perna começa a ficar bamba e eu sinto minha respiração pesada e uma tontura se iniciar.

Mas toda essa sensação ruim se esvai assim que sinto minha mão ser preenchida por outra menor. Me viro pro lado notando Louis me olhando com os famosos olhinhos brilhantes.

Obrigado por estar aqui, Lou.

- Na verdade está tudo muito confuso, mas acho que vai ficar tudo bem. - Pela primeira vez desde o telefonema de Rupert três dias atrás, eu consigo completar uma frase.

- Oh, pode ter certeza de que ficará tudo bem - Ellen sorri, me abraçando forte e deixando um beijo babado em minha bochecha. Socorro eu preciso limpar essa baba. Eca eca vou vomitar socorro eca eca. - Olá, hm...

- Louis - o pequeno se apresenta e sorri estendendo a mão pra cumprimentá-la, mas ao invés de repetir o gesto, a mulher avança engolindo Louis em um abraço.

- Keith me falou de você, o escoteiro, não é?! - ela fala animada, e eu preciso saber de onde essa mulher tirou tanta animação em um velório. Inclusive do próprio irmão...

- Oh - as bochechas de Louis coram, coram muito e eu até permito deixar escapar um sorrisinho achando isso muito fofo. - Ele falou? Bom, me sinto honrado.

- Falou sim, falou muito bem - Ellen se vira pra mim e me lança uma piscadela com apenas um dos olhos e eu não sei exatamente o que ela quis dizer, mas tudo bem. 

Depois que a maritaca nos deixou...

Não, não, me desculpe. Peguei pesado.

Depois que Ellen nos deixou sozinhos e foi se juntar ao parentes, eu olhei ao redor e percebi tantas pessoas... tantos amigos de Keith e isso me fez ter orgulho. O orgulho de ter tido a oportunidade de conviver com um ser humano incrível, com intensa bondade e carinho com todos, cativando todos com quem convivia.

Depois de toda a cerimônia melancólica e pessoas chorando, eu começo a sair dali, ao lado de Louis que assim como eu continua em silêncio fitando os pés.

- Harry! - A voz de uma mulher me impede de continuar caminhando. Me viro no mesmo segundo na direção da voz e encontro uma mulher com aparência jovem, um cabelo enorme e escuro, bem escuro.

Thank You, Grandpa [l.s] Histórias para pegar e não largar. Descubra agora