47.

287 39 38
                                        

Desde mês passado, eu e Louis não paramos de nos dedicar a nossa casa, e isso vem dando um resultado bem positivo.

Okay, eu disse nossa casa e isso é estranho.

Um estranho bom.

Lou tem ajudado muito a me manter distraído e focado em outros assuntos que não seja a falta de Keith ou meus pais. Louis tem sido mais meu amigo do que qualquer outra coisa.

Eu ainda não acredito que estamos juntos de verdade. Foi difícil Lou conseguir chegar em um acordo com sua família. As vezes acho que Jay não gosta muito de mim, mas isso eu conquisto com o tempo.

Em resumo, fizemos de tudo pra manter a casa com um aspecto alegre e com uma boa iluminação. Até a luz do sol invade os cômodos com mais facilidade agora. Nosso quarto é o meu lugar favorito e mudamos até o piso. O ambiente é muito mais leve agora.

É claro que não podia faltar alguns vasos de flores espalhados por dentro da casa.

Agora, e por último - finalmente -, estamos cuidando do jardim. Nos recusamos a mudar a essência do lugar, assim como Keith sempre insistiu. Só mudamos alguns pontos decorativos.

Colocamos uma rede próximo as papoilas vermelhas, uma mesinha branca e simples pertinho da estátice branca e... acho que acabamos aqui.

- Faltou uma coisa - Louis fala empolgado e entra em casa.

Fico encarando o ser andar animado pra dentro da casa sem me esforçar em imaginar o que ele está aprontando. Gosto de surpresas.

Limpo minhas mãos sujas de terra na calça enquanto o escoteiro se aproxima. Ele carrega consigo três pequenos vasos de barro, um desses de cor azul, outro verde e o último um tom esverdeado mais forte.

Eles são tão pequenos que cabem em minhas mãos.

- Um mini cacto, uma flor fantasma e uma Echeveria - Sorrio. - Adoráveis.

- Eu sei - ele sorri convencido e eu rolo os olhos sorrindo também. - Essas vão ficar aqui.

Louis se aproxima de uma prateleira colocando os três pequenos vasos um ao lado do outro sistematicamente, os admirando bem de perto.

Aproximo do menor observando sua preocupação em deixar os pequenos vasos organizados. Deposito as mãos em sua cintura colando o queixo em seu ombro.

- Me explica qual é a dessas plantinhas.

- Bom, perceba como eu sou um cara meigo! - ele fala e eu forço uma risada debochando, ele se afasta pra me dar um leve tapa no peito. - Sou meigo sim.

- É claro que é.

- Enfim - ele rola os olhos e volta a atenção para os pequenos vasos. - Esse do vaso azul é meu. Esse verde é seu.

- Mas eu não gosto de cacto - entorto o nariz fingindo.

Estou brincando, cactos são diferentes e bonitos. São autênticos.

- Estraga prazeres - ele me empurra e eu rio. - Eu sei que gostou.

- Que bom que sabe - lhe dou um selinho. - E o vaso da Flor fantasma?

- Ah... pensei em dedicar a um animalzinho, mas pensei e cheguei à conclusão de que não faria muito sentido. Então eu pensei em... quem sabe se u-um dia...

- O quê? Calma, respira e continua - sorrio.

- É que e se existir a possibilidade de sermos três novamente? - ele encara as unhas e eu finalmente percebo onde ele quer chegar. - Tipo eu, vc, e algum outro integrante da família... mais novo, bem novo... ou nova! Não sei.

Thank You, Grandpa [l.s] Histórias para pegar e não largar. Descubra agora