|6| New Rules | Frank Castle/ Justiceiro | Parte 2 |

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Um: Não atenda o telefone

Você sabe que ele só está ligando porque está bêbado e sozinho

Dois: Não o deixe entrar

Você vai ter que expulsá-lo novamente

Três: Não seja amiga dele

Você sabe que acordará na cama dele pela manhã.

~ New Rules, Dua Lipa

Seu Nome 

Peguei as chaves do apartamento sobre a mesa enquanto calçava minhas sapatilhas. Minha vida não era nada extraordinária. Eu vivia praticamente para a lanchonete do Greg e raramente tinha uma folga. Estava sempre trabalhando, sempre adiando o momento de viver a minha própria vida.

Depois da passagem turbulenta de Frank Castle por ela, senti-me na obrigação de tentar ajudar os jovens daquela comunidade — queria que tivessem oportunidades melhores, empregos dignos e uma vida mais estável. Castle havia me mostrado como era viver sendo constantemente caçado, sempre olhando por cima do ombro. E, definitivamente, não era uma vida fácil.

Assim que abri a porta do meu apartamento, levei um susto ao ver aquele rosto tão familiar. Apesar do cabelo curto e da ausência da barba, eu o reconheceria em qualquer lugar.

— O que você está fazendo aqui? — perguntei, completamente sem reação.

— Podemos conversar? — ele perguntou, enfiando as mãos nos bolsos da calça jeans enquanto sustentava meu olhar.

Afastei-me em silêncio, abrindo espaço para que ele entrasse. Frank entendeu o gesto e passou por mim, esperando que eu fechasse a porta. Ficamos nos encarando por longos minutos, sem dizer nada. Eu estava com raiva. Queria socá-lo, mandá-lo embora... mas, por mais que doesse admitir, Castle ainda fazia parte de mim.

— Me desculpa — disse ele, olhando para os próprios pés.

— Você sumiu por oito meses, Frank. Oito meses — respondi, sentindo a raiva subir. — Desapareceu sem explicação nenhuma e achou que voltar aqui pedindo desculpas resolveria tudo? Eu te odeio.

Virei-me de costas, deixando as lágrimas caírem, com uma vontade quase incontrolável de fugir dali.

— Eu sinto muito, Seu Nome — falou com firmeza. — Eu tive que ir... ou eles teriam te matado. Eu prometi que cuidaria de você, que não deixaria ninguém te machucar.

Eu sabia. No fundo, sempre soube. Doía aceitar, mas sua decisão havia sido a mais segura para nós dois.

Virei-me novamente para ele e me joguei em seus braços, abraçando-o como se fosse a última vez. Ele me envolveu com força, sem me soltar por longos minutos.

— Onde você esteve? Está ferido? — afastei-me um pouco, analisando-o com cuidado.

— Estou bem — respondeu, caminhando até a janela e observando a rua. — Preciso de um lugar para ficar.

Assenti em silêncio, passando a mão pela testa. Ele percebeu a pergunta não dita e balançou a cabeça em negativa, encerrando qualquer tentativa de aprofundar o assunto.

— Preciso ir trabalhar — avisei, indo até a porta. — Tem comida na geladeira. Vai ficar bem sozinho?

— Eu sei me virar — respondeu com um leve sorriso, arrancando um meu também.

Imagines Heróis Vol.2Histórias para pegar e não largar. Descubra agora