Fotografia

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Jesy entrou na cozinha, enrolando os cabelos. De repente, ali dentro tinha ficado quente. Pegou a ração do Reggie e também sua vasilha.

- Poh, carinha! Não tinha outra hora, pra você atrapalhar?! - Se abaixou, depositando a vasilha no chão. Ficou olhando pra ele, que estava se deliciando, com a ração. - É sério. Ultimamente, você nem me dá atenção. E agora, quando eu estava lá, finalmente, me entendendo com a loira, você faz uma coisa dessa. - Falava com um tom de voz moderado. - Assim, não dá, hein Reggie.

- A quanto tempo, você o tem? - Uma voz perguntou, do nada. Jesy se assustou, olhando pra Perrie parada, atrás de si. Sorriu, pra disfarçar o susto. Perrie sorriu de volta. Fitava Jesy. Tinha ouvido toda a conversa dela, com o cachorrinho. Achou fofo.

- Eu... - A ruiva se levantou. - Eu o encontrei a duas semanas, em uma rua, ali em baixo. Foi abandonado.

- Que coisa. - Perrie se abaixou, pra acaricia-lo. - E você sabe, de quem ele era?

- Imagino. Pelo fato de saber, quem era o dono da casa, onde o encontrei. - Foi até a pia, lavar as mãos, para servir o almoço. - Um senhor, meio rabugento, morava lá. Achei muita maldade, da parte dele, deixar o pobre cachorro, pra morrer.

- Maldade, mesmo. Ele morreria, se não fosse você. De fome ou de frio. - Se levantou, assistindo a Jesy colocar os pratos em cima da mesa. - Jesy? - Chamou, querendo algo. Viu que a neve já não caía mais.

- Sim. - Jesy olhou pra ela, parando o que fazia.

- Será que poderíamos, ir aquela loja, novamente?

- Ainda não entendi, o seu interesse pela loja. Você queria alguma coisa? Ela já foi
saqueada. - Estava confusa.

- É que, ela era do meu pai. - Explicou. Jesy ficou surpresa. - E a pequena sala, onde eu estava querendo entrar, tem algo muito importante, pra mim.

Jesy analisou aquela proposta, por alguns segundos. Não queria, voltar aquela loja.

- Perrie, nós temos que ver isso, direito. Primeiro saber, se é seguro. A neve está fraca agora, é verdade. Mas, eles ainda estão por aí. E tem uns, que estão bem estranhos.

- Eu sei. Mas, por favor? - Lágrimas brotaram em seus olhos.

- Tudo bem. Eu preciso mesmo voltar. Deixei meu taco lá. - Sorriu. Não dava a mínima
pro taco. Só não queria, vê -la chorar. Perrie sorriu de volta, pra ela. - Tem que ser rápido. E
vamos levar o celular, mas dependendo da situação, nem procuramos por sinal.
Combinado?

- Claro. Sim. Tudo bem.

- E você tem que ficar, perto de mim. Naquele dia, foi um sufoco. - Perrie assentiu. Elas se sentaram a mesa. Era a primeira vez, que comiam juntas. Jesy havia preparado torta de frango com catupiry.

- Nossa! Isso está maravilhoso. - Perrie elogiou.

- Só acho, que precisamos comer bem, enquanto ainda podemos.

- Tem toda razão.

Já no fim da tarde, elas saíram de casa. A camada de neve que cobria as ruas, era grossa. Tomando muito cuidado e sentindo muito frio, caminharam lentamente, até a loja. As ruas estavam vazias. Entraram na loja e a Perrie já ia direto pro fundo. Jesy puxou-a pelo braço, lhe repreendendo com o olhar. Foi na frente, com a arma em punho. Não havia nada, ali dentro. A não ser neve, e os corpos de dias atrás, que tornavam o ar desagradável.

Jesy chegou a porta da salinha, que estava aberta. Deu uma olhada lá dentro. Olhou e
olhou, sem ter ideia, do que a loira podia estar querendo ali. Fez um sinal com a mão e a
Perrie se aproximou, entrando na sala, em seguida. Foi rapidamente, até a escrivaninha e abriu uma gaveta. Jesy monitorava a entrada, com o olhar. Estava limpo. Relaxou. Voltando a olhar pra loira, a viu segurando um porta retrato. Andou até ela.

Apocalípse (Pesy)Onde histórias criam vida. Descubra agora