- Jesy, eu não acredito que você fez aquilo. - Perrie dizia, enquanto elas corriam. - E agora, pra onde a gente vai? - Jesy apenas corria. - Eu acho que foi exagero. - Parou de correr.
- Perrie, só anda! - Disse alto. - Deixa a conversa pra depois. - Olhava ao redor. A neve
começava a aumentar, diminuindo a visão delas, ainda mais. - Por aqui. - Apontou e começou a andar, mas Perrie não a seguiu. - O que foi? - Voltou até ela. - Está com pena deles, é isso?
- Não. Eu não estou com pena deles! Mas, pra onde a gente vai, agora? Eu achei que o seu plano, era amarra-los, desarma-los e joga-los pra fora. Ou algo do tipo. Nunca pensei, que você fosse explodir a casa inteira. - Encarou Jesy, que ficava olhando ao redor, parecendo não dar a mínima, pro que ela dizia. - Foi burrice! Você explodiu tudo, que tinha. Argh... - Bateu o pé. Perrie estava desesperada, com o fato de estarem sem nada, aquela
altura do campeonato, justamente quando tinham tudo. - Eu não devia, ter armado aquela bomba. O que iremos fazer, agora?
Jesy se voltou pra ela, novamente.
- Você verá. Não sei porque está tão chateada, a casa era minha. As coisas eram minhas. Então, agora, você só tem que calar a boca e me seguir. Será que é tão difícil assim, Perrie?
Elas se fitaram por uns segundos. Perrie se pôs a andar, na direção que ela tinha apontado. Jesy ia mostrando o caminho. Elas enfrentaram apenas um zumbi.
Quatro ou cinco ruas depois, chegaram ao que a Perrie julgou ser uma loja. Jesy, enfiou a mão do bolso da calça e abriu o cadeado, da porta. Perrie entrou junto a ela. Lá dentro, não tinha
nada, a loira só deduziu ser uma oficina, pelos pôsteres nas paredes. Não tinha a mínima
ideia, de como a Jesy tinha a chave. Seria dela?
A ruiva puxou uma lona lá no fundo, e uma moto apareceu. Perrie estava boquiaberta. Não fez mais perguntas, por que estava chateada, porém sua cabeça dava nós. Jesy subiu na moto, ligando-a, em seguida. Fez apenas um sinal, pra que Perrie subisse, também. Ela o fez, desajeitadamente. Não queria tocar Jesy, mas não sabia onde mais podia se segurar. Fora que estava com uma mão ocupada, segurando o Reggie. Jesy pôs a moto em movimento e Perrie teve que se segurar nela.
Saíram da garagem em alta velocidade, deixando a porta aberta. Nas ruas seguintes,
a loira viu muitos zumbis. E elas passavam bem perto deles, que avançavam inutilmente,
tentando pega-las. Admirou a habilidade da Jesy, com o veículo.
Depois de quase vinte minutos, elas estacionaram em frente a uma casa. Rapidamente desceram. Jesy deixou a moto ali na calçada, mesmo. Com o molho de chaves nas mãos, ela destrancou a porta da casa e estavam embaixo de um teto, novamente.
Mais perguntas invadiram a mente da Perrie. Ficou olhando ao redor, que nem uma
boba. Era uma casa bonita e muito bem mobilhada. Jesy acendeu as lamparinas, que
ficavam em lugares estratégicos. Então, se sentou no sofá, respirando fundo, enquanto
tirava a jaqueta preta. Perrie colocou o Reggie no chão, que foi andando até Jesy. A loira foi atrás dele, mas se sentou bem afastada da ruiva. Também tirou o casaco e as botas. Nos seus bolsos só havia o pequeno bloco, com suas anotações. Procurou e constatou que havia perdido, a foto da sua família, na correria toda. Suspirou, chateada.
Depois de uns instantes, Perrie começou a observar aquela sala, melhor, buscando respostas. Não haviam fotos. Se perguntava, se aquela casa era da Jesy. Faria todo sentido. Era burrice ter explodido a casa e não ter pra onde ir. E Jesy, definitivamente, não era burra. Se sentiu estupida, por ter feito uma ceninha, ao invés de apenas ficar quieta e
segui-la. Jesy se manteve calada, por muito tempo. Ela se levantou, subiu as escadas, minutos depois, ela desceu. Foi até outro cômodo, que devia ser a cozinha, de onde voltou,
tomando um copo d'água.
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Apocalípse (Pesy)
ФанфикшнJesy Nelson, é uma ex militar, que não sabe mais seu lugar no mundo. Perrie Edwards, cientista que de repente, se vê sozinha e sem esperanças. Seus caminhos se cruzam em meio ao caos e desesperança, exatamente, quando uma mais precisava da outra. Si...
