Entre a vida e a morte

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- Jesy, o trabalho dele é vir aqui, buscar os meus relatórios. - Perrie estava trabalhando, na faculdade de Seattle, desde o início do ano. Trabalhava de casa, no porão,
assim podia cuidar dos gêmeos.

- Mas, esse cara tem que vir aqui, só quando eu não estou? - Jesy cruzou os braços.

- Isso é ridículo. - Perrie fazia a cama. - Ele vem, quando precisa vir. Não tem que marcar horário, porque você quer!

- Espera... - Jesy sorriu, toda sarcástica. Perrie, já estava perdendo a paciência. - Então, você gosta, dele chegando de surpresa e agarrando a sua cintura? - Se aproximou mais, da
loira. - É ISSO, PERRIE?

- Eu já expliquei pra você, o que aconteceu. Eu ia cair e ele me segurou. - Ficou de frente, pra ela. - E você, trate de falar baixo! É cedo. As crianças, estão dormindo. - Saiu do
quarto, querendo terminar aquilo. Mas, a Jesy foi atrás dela.

As duas, há mais de um mês, só sabiam brigar. E todas das discussões, se dava por conta dos ciúmes da Jesy.

- Então... Aquela aproximação da sua boca, também foi um escorregão?

- Se ele queria algo, não ia conseguir. - Perrie respondeu, descendo as escadas.

- Mesmo?

- Jesy, chega! - Parou, lá embaixo. Jesy, também. - Você está ficando louca. E eu não sei se é esse seu trabalho, ou é você, mesmo. Mas, já estou cansada, disso. A gente não passa um dia, sem discutir. - Lamentou. - Será que dá, pra você parar?

- Eu?

- Sim! Você, Jesy! O que está acontecendo?

Jesy andava estressada e muito irritada. Perrie sabia que, ela estava sobrecarregada no trabalho, presa em um caso, há dois meses. Eles conseguiam, encontrar uma garotinha
e a equipe, só pensava no pior. Mas, não entendia, aquele comportamento da ruiva. Ela já tinha pego, casos difíceis antes e não ficou daquele jeito.

- Eu acho que, estou certa em reclamar de um cara, que vem a minha casa o tempo todo, sem nenhum motivo!

- Sem nenhum motivo? - Perrie riu, balançando a cabeça. - Por que está tão preocupada, com as visitas dele? Ah... Deve ser, porque você sabe que, não está marcando presença.

- Você ia dar pra ele, né?

E o som do tapa, ecoou. Perrie sentiu, a sua mão arder, assim como, Jesy sentiu a sua bochecha.

- Como você ousa?! Se desconfia tanto de mim, é melhor nos separamos! Eu não sei mais, onde está a mulher, pela qual eu me apaixonei, que prometeu estar ao meu lado.

Jesy se arrependeu, do que havia dito, assim que as palavras, saíram da sua boca. Ia se desculpar, quando escutou o som da buzina, do seu companheiro de trabalho.

- Melhor... Conversarmos quando eu voltar. - Olhava pra loira, que não lhe encarava de volta.

- Vai. Mas, saiba que não teremos conversa. - A olhou, com raiva. - Quando você chegar, quero que pegue as suas coisas e saia daqui.

- Mas, e os nossos filhos? - Jesy perdeu o chão.

- Os MEUS filhos! Não se preocupe, você poderá visita-los. - Foi fria. Mas, doeu ter que dizer aquilo. - Eu te amo. - Suspirou. Jesy, estava quase chorando. - Mas, isso que você
se tornou... Eu não vou suportar. Precisamos de um tempo. - Ficou de costas, pra ruiva.

- Perrie... Eu... - Ouviram a buzina, novamente. - Eu tenho que ir. Depois conversamos, tá? - Saiu, segurando as lágrimas.

- Você tem que ir, mesmo.

Apocalípse (Pesy)Onde histórias criam vida. Descubra agora