Hora de ir

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15 de Dezembro

- Eu queria saber o que está acontecendo. - Jesy dizia. Ela e Perrie estavam na janela, três helicópteros passaram sobrevoando, minutos atrás. Eram três da tarde e estava bem frio. - Que saudades da internet.

- Jess, eu sinto que devíamos ir logo, até a farmácia. - Perrie olhou pra ruiva e ela desviou o olhar. Tinha que tocar no assunto. Não saía da sua cabeça.

Naquelas duas semanas, viveu com a Jesy, como se fossem pessoas normais. Com a única exceção, de que não podiam sair de casa. Pensou seriamente, em desistir da fórmula. Jesy falou com a mãe algumas vezes, durante aqueles dias. Perrie acabou falando com ela, também. E Janis foi tão simpática. Mas, pedia o tempo inteiro, para que fossem pra Seattle, onde era seguro. A loira então, desistiu. Não informou a Jesy, de imediato. Ainda bem, porque sua decisão durou por apenas, dois dias. Não conseguiria ficar em paz,
enquanto não testasse a fórmula, novamente. Simplesmente, não conseguiria.

- Você tem certeza? - Jesy perguntou, trazendo-a de seus pensamentos.

- Como assim?

- Tem certeza, de que quer fazer isso?

- Eu preciso. Eu devo isso, a eles. - Baixou a cabeça. Tinha quase certeza, de que a Jesy havia desistido. Entenderia, se ela o fizesse. Mas, sabia que ia ser mais difícil, sem ela. Não porque ela era forte, corajosa e habilidosa. Sim porque, ela lhe dava forças. Forças pra continuar. Ela conseguia lhe fazer sorrir, mesmo estando no meio daquele inferno todo. Sentiu lágrimas quentes, invadirem seus olhos. - Você não quer ir, não é? - Perguntou, com
medo da resposta. Porém, estava pronta pra ouvi-la. Precisava ouvi-la.

- Eu disse que te ajudaria. - Disse firme levantando seu rosto, para que se encarassem. - Não vou voltar atrás. Sou uma mulher de palavra. - Perrie sorriu, sem graça.

Ela a libertaria de qualquer compromisso, que tivessem feito. Deixaria claro, que ela não era
obrigada a ir. Tinha chances de dar errado, mesmo.

- Você não precisa, se não quiser, Jesy. É problema meu e..

- Para com isso, Perrie. - A interrompeu. - Eu já disse, que estarei com você, até o fim. -
Suspirou. Perrie sentiu seu coração se acalmar. A abraçou. Lembrou das palavras que ela
lhe disse, quando estavam na casa dos seus pais. Fechou os olhos e sorriu, agradecendo
por tê -la. - E você tem razão. - Ouviu ela dizer. - Devemos ir, o quanto antes. Esses helicópteros aí, depois de tanto tempo, não parece coisa boa.

- O que você suspeita? - Perguntou buscando seus olhos.

- Nada. - Disse apenas.

- Jesy, você poderia estar com essas pessoas. Já foi um deles. O que acha que estão fazendo? - Queria saber as teorias dela.

- Estudando. Talvez, queiram entrar na cidade, de novo. Com certeza, ainda deve estar fechada. E você percebeu que o número de zumbis cresceu, pra caramba. - Perrie assentiu.

- Sim. É bom, eles quererem entrar de novo, né? - Sorriu. - Ou eles estão vendo, se vale a pena tentar salvar a pouca quantidade de pessoas, que há aqui. - Disse com o olhar fixado na rua.

- Qual a porcentagem de infectados, que você supõe? - Seu coração estava disparado.

- Com certeza, já passou dos setenta por cento. Espero estar errada.

- Eles não poderiam, jogar uma bomba aqui, poderiam?

- Eu não sei. Melhor pararmos de supor coisas. - Alisou sua bochecha. - E já podemos ir amanhã. - Ela disse.

Apocalípse (Pesy)Onde histórias criam vida. Descubra agora