Depois do fim dá Deusa Mestiça, vamos acompanhar a trajetória de Açucena.
A bela princesa que foi traída por aquele que deveria ser o primeiro a lhe proteger.
Tendo seu trono e sua Coroa usurpado.
Anos mais tarde, depois de recobrar sua memória, Aç...
Quando a notícia da minha gravidez se espalhou por todo o reino, Layon pelas ordens regentes não pode me executar, no entanto meu destino não melhorou nem um pouco, foi decretado para o meu desespero que assim que meu filho nascesse seria dado a um lugar para crianças indigentes, enquanto a mim seria finalmente executada por traição confirmada.
Estando grávida foi a prova que faltava afirmando a minha traição para com a coroa.
Hoje me encontro presa no castelo de Grinyti, banida do reino de Cambalar, banida dá corte real, exilada como uma leprosa. Exatamente a seis luas, pelas minhas contas o filho do rei deve estar pra nascer a qualquer momento, daqui a três luas serei eu. Indo de encontro a morte.
__Olá Açucena, trouxe especialmente seu café dá manhã.
Elevo meus olhos a Leandra, parada bem a minha frente junto com uma jovem que segurava tremulamente a grande bandeja.
Para meu desespero maior, Leandra fez questão de me acompanhar no exílio se encarregando de ela mesma dá um sumiço no meu bebê. E todo o dia ela dava um jeito de me lembrar esse horroroso detalhe.
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__Coma criança, precisa estar forte para o parto.
__Como se a senhora se importasse de fato, sei que é mais uma que deseja secretamente que meu filho não vingue.
Pego a bandeja das mãos dá jovem, e me sento para comer, o mingau de aveia até que estava gostoso, mas o pão de cevada tinha um gosto envelhecido, não se comparava com a massa que era feito no meu castelo. Meu castelo? Nunca foi meu.
Leandra se senta numa poltrona de frente pra mim, me observando comer, começo a me sentir sem graça pelo modo como me olhava, e disfarçadamente deixo a bandeja de lado e aliso minha barriga já protuberante.
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Um dos guardas que faziam a ronda na porta do meu quarto entra e discretamente cochicha algo no ouvido de Leandra que a faz dar um grande sorriso.
__Hoje é um dia para comemorarmos! O herdeiro da coroa acaba de vim ao mundo. Um menino!!
Me sento na cama, sentindo o peso de suas palavras. Meu sobrinho nascera, como eu gostaria que tudo fosse tão diferente, lágrimas molham o meu rosto, sinto meu bebê me chutar e rapidamente tento me controlar.
Leandra ordena que levem a minha bandeja de volta, não tenho reação alguma quando sinto suas mãos asquerosas ajeitando meus cabelos.
__Ah, Açucena. Infelizmente o mundo é injusto com nós mulheres, temos que sempre ter obrigações no lar, no casamento, uma boa conduta sem mácula, veja você é um belo exemplo do que uma mulher jamais deve fazer. Você é uma vergonha para todas nós.
Enfio minhas próprias unhas na palma dá minha mão, sentindo um ódio fervilhar dentro de mim.
__Eu a vi.
Leandra para de mexer em meus cabelos cravando seu olhar mortal em mim.
__Me viu? Como assim, me viu exatamente a onde.?
Minha voz sai tão calma, tão ao contrário dos meus pensamentos assassinos.
__Eu a vi, logo assim que minha mãe morreu, a senhora foi se oferecer para o meu pai. Não respeitando nem o luto do seu falecido marido. Muito menos o luto pela minha falecida mãe.
Vejo Leandra assumir uma expressão enfurecida, finalmente eu conseguira acerta-lhe em algum ponto fraco. Continuo a falar sem me importar com a raiva que ela estampava em seu rosto.
__ Mas ele te rejeitou, te rebaixou como um nada naquela noite. Hoje vendo o tamanho do seu ódio começo a compreender de fato que provavelmente Leandra, meu pai jamais faria qualquer trato de casamento entre os herdeiros com você. Ele muito antes de nós enxergou a ambição e a maldade que residia em vós. Me diga, por quanto o conselheiro Ralf se vendeu pelo seu lixo reluzente para falsificar o contrato e testemunhar falsamente?
Um tapa em cheio me atinge, mas mesmo assim continuo a encara lá com todo ódio que eu sentia.
__Seu pai foi um idiota em ter rejeitado o meu amor. E hoje seus filhos pagam por isso, consegui te rebaixar a uma traidora, seu bebê será jogado na mais pura miséria, e o trouxa do seu irmão pagará com a própria vida pela burrice extrema. E EU!!!!! Eu serei aquela a controlar todo o reino, a meu bel prazer.
Então esse era seu plano macabro, matar meu irmão e a mim para usurpar do trono, para ter somente a sua linhagem reinando em Cambalar.
__Mas meu irmão teve um herdeiro, planeja matar seu próprio neto também?
Ouço sua risada debochada, e me controlo para não lhe avançar em cima.
__Hooo, eu matar meu neto? Não minha querida não mesmo. Ele faz parte de minha linhagem, não carrega nem um pouco o sangue Nostre Montenegro.
___Oque falastes? Como assim não carrega o meu sangue?
Leandra se serve de uma taça de vinho trazido por uma de suas servas e relata o grande segredo do seu plano.
__Quer saber de fato oque fez Rei Layon mudar com você? Oque de fato destruiu o amor de irmão que ele tinha por vós? Simples, muito simples. Como você deve saber seu irmãozinho gosta mesmo é de rapazinhos, logo a pós sua noite de núpcias com minha filha, ele decide revelar seus gostos, seguindo meus conselhos Tiffany se deita com seu esposo e o amante do marido. E por mim podiam continuar nesse triângulo esquisito, se não fosse pelo fato de minha filha engravidar e pressionado contra a parede seu irmão enfim revela um segredo que ele escondeu até mesmo de você, Layon é estéril nunca poderá gerar herdeiros para o trono. Sabe oque isso significa não é? Que por ser sua irmã de sangue a coroa passaria a você. E ele seria apenas um príncipe a sua sombra. E eu minha querida jamais aceitaria uma coisa dessa. Matei o amante do Rei, o infeliz ameaçava o tempo todo em expor a real paternidade do meu neto, e sem saída seu irmãozinho teve que se aliar a mim e ficar contra você. Só estou lhe revelando isso, pois estás condenada a morte. Mas eu vou amar em presenciar seus descendentes crescendo na mais pura miséria. Eu sou de mais não sou???
Após dizer isso, ela se retira junto com suas damas, trancando o quarto novamente.
Me encolho na cama, tentando racionar tudo oque ali foi dito, tentando lidar com a dor por ser traída pelo meu próprio irmão.
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