Depois do fim dá Deusa Mestiça, vamos acompanhar a trajetória de Açucena.
A bela princesa que foi traída por aquele que deveria ser o primeiro a lhe proteger.
Tendo seu trono e sua Coroa usurpado.
Anos mais tarde, depois de recobrar sua memória, Aç...
___Eleonor porque meus seios jorram leite, eu por acaso tive algum filho?
Pergunto e noto sua face corar diante de mim.
__Sim você teve, mas morreu no parto.
Fecho meus olhos com toda a força, tentando me lembrar de alguma imagem de eu grávida, mas só enxergo a escuridão como se eu fosse feita dela.
__Tenho marido? Onde ele está? Eu tive um filho ou uma filha?
Eleonor me olha com seus olhos tristes, sempre tenho a sensação que me escondem algo, nunca ficamos acampados muito tempo no mesmo lugar, agora mesmo estamos a caminho de um vilarejo chamado Postuar, pelo menos dessa vez moraremos em uma fazenda, algo que não seja feito de barracas e tendas.
É o lugar onde senhora Virgínia cresceu, como eles falam entre si um bom lugar seguro para se viver.
Volto a encarar a mulher a minha frente esperando receber suas respostas.
__Seu marido morreu a algum tempo, sobre a criança você deu a luz a um menino. E por hoje chega de perguntas Briana, quando o destino decidir suas memórias voltarão. Agora descanse, a viagem é longa.
Volto a repousar no banco dá charrete, tentando compreender de fato oque eu ouvira. Aos poucos com o balanço que a charrete dar, sinto meus olhos começarem a ficar pesados. Durmo tendo novamente a escuridão como companhia.
Sou acordada com o solavanco que a charrete dar de repente, Senhora Eleonor esbravejava com um menino pelo oque eu entendi este quase se jogou na frente dos cavalos.
__Por favor senhora, me leve até o vilarejo mas próximo, sou órfão e descobri a pouco tempo que tenho um tio distante que mora no vilarejo Postuar.
Percebo que Eleonor ia se negar a ajudar aquela pobre criança, algo em mim se condoi e ajo em defesa daquele pequeno anjo.
__Eleonor, não custa ajudar, temos espaço aqui e ele é apenas um menino.
Vejo Ítalo se aproximar com seu cavalo, seus olhos caem sobre o menino e percebo que se compadece assim como eu.
Eleonor se dar por vencida e chama o garoto para se juntar com agente na charrete. Este com um largo sorriso no rosto se senta próximo a mim.
__Como se chama menino?
Pergunto tentando descobrir mais sobre ele, pois de alguma forma eu sentia uma conexão com esse menino, talvez seja pelo fato de ele ficar órfão e eu perder um filho.
__Me chamo James! E a senhora?
__James bonito nome, eu me chamo Briana e esta que está conduzindo a charrete é minha irmã mas velha Eleonor, o rapazote do cavalo é meu irmão Ítalo. E essa que está aqui roncando tão alheia de tudo é a senhora Virgínia.
James me olha com uma estranha intensidade, Como se algo em mim o lembrasse alguém ou talvez seja minha mente me pregando peças, afinal ele era só uma criança.
__Tens olhos lindos Briana, são um azul profundo.
Sorrio diante de sua observação, e respondo.
__Você também tem lindos olhos azuis, me lembra o céu num dia ensolarado. Tem quantos anos?
Rio ao ver ele se empinar todo, e me responder como se tivesse cochilando.
__Tenho 10 anos.
Eleonor se mete na conversa, dava pra ver que ainda estava mal humorada, mas mesmo assim tentou passar uma falsa simpatia.
__Me diga James, você morava em qual reino? O de Cambalar?
Percebo o seu desconforto,mas mesmo assim ele responde prontamente.
__Sim eu vivia lá, mas desde a coroação da Rainha regente tudo por lá ficou insuportável de se viver, a pobreza multiplicou e as doenças também. Perdi meus pais para a febre negra, fugi de lá antes que me jogasse na casa dos enjeitados.
Ao ouvir isso Eleonor fica calada durante a viagem inteira. Muitas horas depois, chegamos nos portões do vilarejo, assim que os guardas locais liberam a nossa passagem, Eleonor para a charrete para que o James descesse.
__Tem certeza que ficarás bem?
Pergunto com meu coração em frangalhos, ele apenas sorrir e responde.
__Eu ficarei bem, não se preocupem comigo. Esse vilarejo é pequeno, então provavelmente nos esbarraremos por aí.
Dou-lhe um beijo em sua testa, e com tristeza me despeço.
Quando a charrete volta dar a partida, um James parado no caminho continua com seus olhos azuis cravados em mim. De alguma forma estranha eu sentia que o veria novamente. Seus olhos azuis não me saiam dos meus pensamentos.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.