Depois do fim dá Deusa Mestiça, vamos acompanhar a trajetória de Açucena.
A bela princesa que foi traída por aquele que deveria ser o primeiro a lhe proteger.
Tendo seu trono e sua Coroa usurpado.
Anos mais tarde, depois de recobrar sua memória, Aç...
Fui jogada dentro dessa cela, como um pedaço de carne podre. Meu vestido de tão branco agora se encontrava em puro farrapo e encardido de negro.
__Princesa! Princesa!
Liana se encontrava ao meu lado com um jarro de água, bebo tudo em tamanho desespero.
__Não me chame mais assim, não sou mais uma princesa. Provavelmente nem duquesa.
Liana me olha com pena, e me responde convicta.
__Pra mim a senhora sempre será a princesa Açucena, a mais bela de todas.
Dou-lhe um abraço e choro em seus ombros.
__Princesa, levaram seu marido para morrer afogado. O rei daqui a pouco chegará aqui para lhe dar sua sentença.
Choro mais ainda ao ouvir isso, eu conhecia bem a pena de morrer afogado. Se consistia em amarrar mãos e pés do prisioneiro e atalhe pesadas pedras, jogando assim no fundo do mar.
__Ouça Liana, quero que vá aos meus aposentos e pegue para você todas as minhas jóias de valor. Quero que fique com você. Assim que puder as venda e tenha seu próprio dote para que arrume um bom casamento.
__Hoo minha princesa!
__Vá agora, antes que aquelas duas cobras saqueiam tudo. Se alguém der falta das jóias, pode dizer que eu sorretariamente as entregava para Igael, em prol dá causa dos rebeldes.
__Minha senhora..
___Vá Liana, que diferença faz, eu já estou sendo acusada mesmo. Provavelmente até lá estarei morta.
Assim que ela se vai, volto a me deitar no chão sujo e fecho meus olhos. Ouço a cela ser aberta mais uma vez, vejo as botas de couro preto parar diante de mim e a voz que eu ouço faz meu estômago embrulhar.
__Que triste fim hein irmã. Acabei de presenciar também, o triste fim daquele que era chamado de o Rei do Diamante.
__Oque de fato você quer Layon? Já conseguiu tudo oque queria.
Layon se agacha no chão, me olhando com pesar como se agora isso fosse adiantar alguma coisa.
__Quero seu perdão. Fiz coisas que jamais pensei que faria, tudo para manter a coroa em cima dá minha cabeça, tive que matar o homem que eu amava por me ameaçar em expor meu segredo. Meu terrível segredo.
Olho incrédula para o homem a minha frente, tentando enxergar algum sinal que ali um dia residiu alguma boa alma, ou eu que sempre fui céga esses tempo todo.
__Pedi que lhe trouxecem um novo vestido, não quero que sua última aparição em público esteja em farrapos.
__Layon.....
__Foi condenada a forca irmãzinha, só um milagre poderá salvar seu pescocinho.
Dou-lhe um forte tapa em sua cara juntamente com um cuspe, Layon enfurecido se põe de pé e sai feito furacão dá cela. Logo em seguida duas servas entram, nenhuma delas me dirigem a palavra, apenas vestem o vestido por cima do outro e logo se retiram. Um Carrasco entra e me puxa a força pelo braço, vou de boa vontade pois mais do que nunca eu desejava a morte.
A luz do sol machuca os meus olhos fazendo com que eu abaixe minha cabeça. Estou no centro de uma arena, no centro do espetáculo.
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Sou forçada a se ajoelhar no chão, sofrendo a agonia de sentir a corda ser colocado em meu pescoço. Fecho meus olhos e faço uma prece.
Sinto uma ventania tão forte que abro meus olhos e me deparo com uma negra tempestade acima de nossas cabeças. Parecia que a própria noite havia se manifestado em plena tarde ensolarada.
Sob a ordem de Layon a corda é retirada do meu pescoço e diante do espanto de todos sou carregada de volta para o calabouço.
Ouço as vozes alteradas de Leandra e Layon discutindo, por instinto de proteção me encolho ao máximo na parede dá cela onde novamento fui jogada.
Layon adentra a cela e me olha com asco. Jogando em minha cara um bilhete amassado.
__Leia isso!! Eu ordeno que leias!!!!
Pego o pedaço de papel me tremendo e leio oque estava escrito.
"Princesa Açucena se encontra grávida. Sabe oque a lei diz a respeito de matar qualquer mulher dá família real com o ventre cheio. É mal agouro"
___ Isso é verdade? Responda sua cortesã!
Permaneço em silêncio, fazendo mentalmente as contas de quanto tempo havia passado que eu me entregara a Igael. Vintes dias, hoje fazia vinte dias.
__Mandei que cassacem a curandeira, mas ela fugiu pedindo antes, que os guardas lhe entregassem esse bilhete. Mandei que chamassem dois curandeiros de minha estrema confiança e mais uma parteira. Meu Rei.
Diz Leandra tentando acalmar a fúria de Layon. Coloco minhas mãos em meu ventre em um modo de defesa.
Agora eu era obrigada a lutar com unhas e dentes para sobreviver, eu carregava um filho em meu ventre, uma prova viva do amor que vivi com Igael.