Capítulo 19.

28 2 2
                                        


Fui jogada dentro dessa cela, como um pedaço de carne podre.
Meu vestido de tão branco agora se encontrava em puro farrapo e encardido de negro.

__Princesa! Princesa!

Liana se encontrava ao meu lado com um jarro de água, bebo tudo em tamanho desespero.

__Não me chame mais assim, não sou mais uma princesa. Provavelmente nem duquesa.

Liana me olha com pena, e me responde convicta.

__Pra mim a senhora sempre será a princesa Açucena, a mais bela de todas.

Dou-lhe um abraço e choro em seus ombros.

__Princesa, levaram seu marido para morrer afogado. O rei daqui a pouco chegará aqui para lhe dar sua sentença.

Choro mais ainda ao ouvir isso, eu conhecia bem a pena de morrer afogado.
Se consistia em amarrar mãos e pés do prisioneiro e atalhe pesadas pedras, jogando assim no fundo do mar.

__Ouça Liana, quero que vá aos meus aposentos e pegue para você todas as minhas jóias de valor. Quero que fique com você. Assim que puder as venda e tenha seu próprio dote para que arrume um bom casamento.

__Hoo minha princesa!

__Vá agora, antes que aquelas duas cobras saqueiam tudo. Se alguém der falta das jóias, pode dizer que eu sorretariamente as entregava para Igael, em prol dá causa dos rebeldes.

__Minha senhora..

___Vá Liana, que diferença faz, eu já estou sendo acusada mesmo. Provavelmente até lá estarei morta.

Assim que ela se vai, volto a me deitar no chão sujo e fecho meus olhos.
Ouço a cela ser aberta mais uma vez, vejo as botas de couro preto parar diante de mim e a voz que eu ouço faz meu estômago embrulhar.

__Que triste fim hein irmã. Acabei de presenciar também,  o triste fim daquele que era chamado de o Rei do Diamante.

__Oque de fato você quer Layon? Já conseguiu tudo oque queria.

Layon se agacha no chão, me olhando com pesar como se agora isso fosse adiantar alguma coisa.

__Quero seu perdão. Fiz coisas que jamais pensei que faria, tudo para manter a coroa em cima dá minha cabeça, tive que matar o homem que eu amava por me ameaçar em expor meu segredo. Meu terrível segredo.

Olho incrédula para o homem a minha frente, tentando enxergar algum sinal que ali um dia residiu alguma boa alma, ou eu que sempre fui céga esses tempo todo.

__Pedi  que lhe trouxecem um novo vestido, não quero que sua última aparição em público esteja em farrapos.

__Layon.....

__Foi condenada a forca irmãzinha, só um milagre poderá salvar seu pescocinho.

Dou-lhe um forte tapa em sua cara juntamente com um cuspe, Layon enfurecido se põe de pé e sai feito furacão dá cela.
Logo em seguida duas servas entram, nenhuma delas me dirigem a palavra, apenas vestem o vestido por cima do outro e logo se retiram.
Um Carrasco entra e me puxa a força pelo braço, vou de boa vontade pois mais do que nunca eu desejava a morte.

A luz do sol machuca os meus olhos fazendo com que eu abaixe minha cabeça.
Estou no centro de uma arena, no centro do espetáculo.

Sou forçada a se ajoelhar no chão, sofrendo a agonia de sentir a corda ser colocado em meu pescoço

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Sou forçada a se ajoelhar no chão, sofrendo a agonia de sentir a corda ser colocado em meu pescoço.
Fecho meus olhos e faço uma prece.

Sinto uma ventania tão forte que abro meus olhos e me deparo com uma negra tempestade acima de nossas cabeças. Parecia que a própria  noite havia se manifestado em plena tarde ensolarada.

Sob a ordem de Layon a corda é retirada do meu pescoço e diante do espanto de todos sou carregada de volta para o calabouço.

Ouço as vozes alteradas de Leandra e Layon discutindo, por instinto de proteção me encolho ao máximo na parede dá cela onde novamento fui jogada.

Layon adentra a cela e me olha com asco. Jogando em minha cara um bilhete amassado.

__Leia isso!! Eu ordeno que leias!!!!

Pego o pedaço de papel me tremendo e leio oque estava escrito.

"Princesa Açucena se encontra grávida. Sabe oque a lei diz a respeito de matar qualquer mulher dá família real com o ventre cheio. É mal agouro"

___ Isso é verdade? Responda sua cortesã!

Permaneço em silêncio, fazendo mentalmente as contas de quanto tempo havia passado que eu me entregara a Igael.
Vintes dias, hoje fazia vinte dias.

__Mandei que cassacem a curandeira, mas ela fugiu pedindo antes, que os guardas lhe entregassem  esse bilhete. Mandei que chamassem dois curandeiros de minha estrema confiança e mais uma parteira. Meu Rei.

Diz Leandra tentando acalmar a fúria de Layon.
Coloco minhas mãos em meu ventre em um modo de defesa.

Agora eu era obrigada a lutar com unhas e dentes para sobreviver, eu carregava um filho em meu ventre, uma prova viva do amor que vivi com Igael.

A Filha da Deusa.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora