Selena Rodrigues é uma garota tímida e sempre fez de tudo para realizar seu sonho. Se mudou para uma cidade desconhecida a quase dois anos para realiza-lo.
Sebastian é um homem duro, grosso e idiota na maior parte do tempo. Não gosta da melhor ami...
Primeiro, quero pedir desculpas, eu não sei como ou porque. Mas, uma pequena parte do capítulo foi apagado quando eu postei. E agora a noite o mesmo foi excluído. Então aqui estou eu postando novamente.
Segundo, esse capítulo é realmente diferente de todos os outros, ele trata de assuntos diferentes, mais foi apenas para mostrar para vocês que é preciso de respeito e acima de tudo amor.
Nos próximos capítulos temos grandes surpresas...
Enfim, vamos para o capítulo?
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- Meninas, esse é Jonas e seu filho Tulio. Se mudaram para o condomínio a poucos dias. – Os dois homens sorriem.
- É um prazer conhece-las. – Tulio fala e beija nossos rostos. Eu começo a entender o porquê da atitude de Sebastian, Tulio é um homem bonito, mas malhado demais para o meu gosto. As caras de Joaquim e Sebastian chegam a ser engraçadas, qualquer um perceberia que estão com ciúmes. Logo Jonas e Tulio se despedem e começam a descer a rua.
- Eu não sei qual a necessidade desse cara beijar o seu rosto. – Sebastian resmunga.
- Ele só quis ser educado.
- Poderia ter sido educado de longe.
- Concordo. – Joaquim fala.
- Juliana, que homens ciumentos são esses?
- Isso não é ciúme Selena, apenas estou falando que não tinha necessidade.
- Tudo bem Sebastian, não é ciúme então. – Andamos de volta para dentro da casa e terminamos de arrumar as coisas que faltam, meia hora depois estamos fechando a porta da casa. Tia Clara e tio Paulo já haviam ido, pois com carro demorava mais.
- Pronta? – Sebastian pergunta quando monto na moto e passo meus braços por sua cintura.
- Com você sempre.
Depoisde duas horas de viagem resolvemos parar em um restaurante a beira estrada, eujá estava com a bunda dormente e com fome. Quando entramos no estabelecimento,uma discussão entre uma senhora e um rapaz me chama atenção, a mulher gritapara que todos escutem sem vergonha alguma enquanto rapaz tem seus olhosvermelhos de tanto segurar lagrimas. Todos estão parados prestando atenção nagritaria e puxo Sebastian para mais perto para entender o que está acontecendo.
- PESSOAS COMO VOCÊ DEVERIAM TER VERGONHA, PECANDO CONTRA DEUS E TODOS NÓS! IRAM TODOS PARA O INFERNO SEU GAY. – Ela grita com uma certeza impressionante que seja capaz de julgar alguém. Quando percebo já estou andando em direção a mulher e parando em sua frente.
- A senhora acha que é quem para falar assim com uma pessoa? – Indago com toda a calma que ainda me resta.
- Essas coisas iguais a ele nem são pessoas garota, e a conversa aqui não é com você.
- Eles são o que então?
- Saia da minha frente garota, não irei falar com você, provavelmente é da mesma laia que a dele, não é?
- E se eu for? Ira gritar comigo da mesma forma que faz com ele? Irá me julgar como se fosse capaz disso? O que irá fazer? Em minha senhora? Você não queria que todos vissem sua gritaria? Pois bem, iremos fazer um show aqui para todos. – A mulher me olha com a boca aberta e começo a ver vergonha em seus olhos.
- Desde que nasci frequento a igreja, minha senhora, aprendi tudo sobre o bem e o mal, mas também aprendi sobre a minha própria escolha. A senhora não deveria se preocupar se ele está pecando ou se vai para o inferno. Isso não lhe diz respeito, nem a mim nem a ninguém aqui, apenas a ele. Se por algum momento a senhora acha que é certo o que está fazendo está enganada. Se ele vai mesmo para o inferno por estar pecando a senhora também vai. Por julgar e falar em vão o nome de Deus.
- COMO VOCÊ OUSA ME COMPARAR A ELE?
- A senhora deveria parar de gritar. A única pessoa que tem poder e direto de julgar é Deus e até o meu ver a senhora não é ele. Então ao invés de vir aqui e julgar tudo que considera errado, cuide da sua própria vida. Guarde tudo que acha para si mesma.
- Você deveria me respeitar garota, diz que foi criada na igreja e fala dessa forma com alguém mais velha? – Minha risada é inevitável.
- Respeito? A senhora está mesmo pedindo respeito? A pessoa que estava fazendo tudo, menos respeitando ao próximo. Entenda, minha senhora, que respeito não é apenas para os mais velhos, é para todos nós. Não venha me pedir o que nem mesmo a senhora tem.
Me viro para o rapaz atrás de mim e vejo seu medo, sua vulnerabilidade presente nos seus olhos, ando até ele. – Você está bem? – Ele apenas confirma com a cabeça, o puxo e o faço andar, preciso sair dali antes que faça algo pior que apenas discutir. Quando já estamos perto da porta a mulher grita novamente.
- EU IMAGINO A VERGONHA DO PAI DE VOCÊS!
- Você não cansa? Não consegue ao menos entender que está errada? Você não é obrigada a aceitar o que acha errado, apenas guarde para VOCÊ! "As pessoas como ele." – Faço aspas com as mãos. – São bem mais felizes que você. Eu sou como ele, sou como você, sou como qualquer um, o que nos diferencia é nossa capacidade de melhorar quem somos, e isso você não tem.
- Só estou mostrando para todos o pecado presente na sociedade.
- Eu prefiro fazer parte desse pecado, prefiro ser feliz e viver minha própria vida. É burrice discutir com pessoas como você. Não vai adiantar nada tentar te mostrar o certo se você já tomou sua opinião como a única.
Só percebo que estou tremendo quando me viro para sair do lugar, antes de chegar completamente a porta pessoas começam a bater palmas e gritar. Sem olhar para trás sorrio, ela eu posso não ter conseguido, mas pelo menos alguns entenderam que não temos direito de julgar nem a nós mesmos, ainda mais o próximo.
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