Capítulo 23

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Coloco biquíni, uma jardineira e meus tênis. Passo repelente onde está descoberto, Sebastian sai do banheiro sé de bermuda.

- Vem cá Sebastian. – Ele anda até mim, o viro de costas e começo a passar repelente depois o viro de frente e passo, sei que no meio do caminho vai tirar a blusa e morrer de tanto ser picado. Quando termino ele sorri e veste a camisa. Passamos na cozinha para pegar algumas coisas para comer, dizendo Sebastian a caminhada era um pouco longe, só voltaríamos no finzinho da tarde.

Joca e Ju já nos esperam do lado de fora, também com uma mochila nas costas. Entramos mata a dentro e no começo foi fácil, com 15 minutos de caminhada as coisas começaram a se complicar, galhos tampavam o caminho e ranhavam meu rosto e braços. Talvez meia hora ou mais depois conseguimos sair.

Todo o trajeto vale a pena quando olho para a imagem a nossa frente, havia uma cachoeira, as águas cristalinas deixam qualquer um hipnotizado. – Aqui continua igual Sebastian.

- Continua mesmo Ju. Vamos lá ver se o balanço ainda está lá. – Sebastian agora pega em minha mão e subimos um pouco mais. Uns dez metros a cima vejo o balanço em um tronco de arvore emborcado que fica encima do rio.

- Vocês que fizeram? – Joca pergunta.

- O tio Calleb e o papai, eles nos trouxeram aqui e fizeram. – Ju responde. – Vamos pular?

- Vamos. – Ju e Sebastian vão na frente, de certa forma temos que escalar o tronco para subir no balanço. Os irmãos tem mais facilidade, mas logo eu e Joca pegamos o jeito.

- Vem, pula. – Sebastian fala de dentro do rio. Sorrio e pulo, a água é quente, quando volto para a superfície Sebastian nada até mim e passa seus braços por minha cintura, minhas pernas se prender em sua cintura e ele nos mantém na superfície. Encaro seus olhos e tiro os cabelos que grudam em sua testa, ele leva sua mão até minha nuca me trazendo para um beijo. Ele mergulha quando ainda nos beijamos, apesar de sempre ter tido vontade de fazer isso, não é tão bom e fácil como parece, o oxigênio começa a falta e água entra na boca, não é muito legal, não recomendo. Quando emergimos Sebastian está rindo pela nossa ideia que não deu muito certo. Ficamos na água até meus dedos começarem a enrugar e minha barriga roncar de fome.

- Vamos comer? Estou com fome. – Digo para Sebastian que me olha com o olhar risonho.

- Quando não está estrelinha?

Sentamos na grama e pegamos os sanduiches que Lia fez para nós, Ju e Joca ainda namoram na água, depois de comer me encosto em Sebastian que tira o celular da mochila para tirarmos foto, sorrimos para o celular, o que era para ser uma, se torna dezenas de foto, caretas, beijos, sorrisos. Ju e Joca saem da água e entram para a sessão de fotos.

Ficamos conversando e contando histórias de infância até quase cinco da tarde, nos levamos levando todo o lixo que trouxemos. Era doloroso sujar um lugar tão bonito quanto aquele. O caminho de volta parecia ainda pior, com o cansaço e a preguiça tudo se tornava pior.

Quando chegamos o sol já tinha sumido atrás das montanhas, tio Paulo e tia Clara estavam deitados nos sofás quando entramos. Contamos para eles como foi e subimos para o quarto, eu estava prestes a dormir em pé.

- Quer tomar banho comigo? – Sebastian pergunta assim que entramos no quarto. Eu não sabia se já tinha coragem o suficiente para ficar nua assim, ontem o quarto estava apenas com a luz que vinha de fora, tornavam as coisas bem mais fáceis. Percebendo meu impasse, Sebastian sorri e anda até onde estou.

- Ei, tudo bem. Deixamos para a próxima, vou primeiro depois você vai, tudo bem? – Sorrio e confirmo com a cabeça.

Fico olhando enquanto entra no banheiro, preciso acabar com essa vergonha, preciso gostar de mim mesma. Junto toda coragem presente em mim e tiro minhas roupas, ando até a porta do banheiro e uma parte minha pede para que ela esteja trancada, mas ela está apenas encostada. Sebastian está de costas e não me percebe até que eu abra a porta do box. Ele se vira assustado, seu olhar percorre todo meu corpo, quando encara meus olhos, os seus estão escuros de desejo. Entro no box e ele me puxa me grudando a ele, sua boca desce para meu pescoço me fazendo relaxar. A água que cai sobre nós se torna quente assim como nossas respirações, quando mais uma vez somos um só, tudo é ainda melhor que dá primeira vez.

- Vamos para cama. – Sebastian me impulsiona e passo minhas pernas ao redor de sua cintura enquanto ele fecha o chuveiro e anda até o quarto.

- Vamos molhar a cama. – Digo entre um beijo e outro.

- Foda-se a cama. – Sorrio quando ele cai comigo na cama. Seria uma longa noite. 


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