Sinto ainda o desespero percorrer meu corpo, as imagens do sonho rondam a parte de trás dos meus olhos sempre que os fecho. Não sei o que foi isso. Essa foi a pior crise que já tive. As visões me pegaram totalmente desprevenida.
Eu estava dormindo tranquilamente quando de repente fui jogada por um vórtice temporal.
Escondo o rosto no pescoço de Severo, que no momento me carrega pelo corredor do meu quarto. Faço meu melhor para segurar as lágrimas que teimam em rolar pelo meu rosto.
Céus.
É por isso que eu odeio tanto essa parte. Eu odeio ver essas coisas. Odeio saber o que vai acontecer e saber que não posso mudar nada. A linha temporal é uma coisa muito confusa, e algumas poucas coisas nela podem ser mudadas, mas nem todas. Vida e morte, isso é ponto fixo. Não importa o caminho que siga, o resultado é sempre o mesmo.
Severo abre a porta do quarto usando a varinha e chuta fechada após passar. As velas se acendem e sou colocada em minha cama. Depois de me arrumar na cama ele se afasta, meu coração dispara com a ideia de ficar sozinha.
- Fica comigo - não me importo de implorar - Só essa noite, por favor.
- Eu não vou a lugar algum.
Ele tira os sapatos, desabotoa todos os botões de seu casaco e o tira, deixando sobre a escrivaninha. Hesita por um segundo na calça, mas acaba tirando também. Apenas de camisa e cueca, ele se deita ao meu lado enrolando seus braços em mim e me puxando para perto.
Aninho minha cabeça em seu peito, Severo acaricia meus cabelo, mas me recuso a fechar meus olhos. Sou surpreendida por sua voz, baixa e suave, em uma antiga canção de ninar. Severo Snape sempre uma caixinha de surpresas. Acabo adormecendo, dessa vez sem sonhos nem pesadelos.
........
Acordo com um leve formigamento no braço direito por estar deitada sobre ele. Me mexo um pouco para libertá-lo e só então abro os olhos.
Severo dorme suavemente. Seu rosto está virado em minha direção, aproveito para observar cada parte dele. Seus cabelos negros, seu nariz saliente, a curva do maxilar, seus lábios. O ritmo calmo que seu peito sobe e desce em cada respiração.
Ás vezes, sinto que poderia ver essa imagem todo dia.
Seus olhos se abrem de repente, me pegando desprevenida.
- Algo interessante ai?
- Bom dia - apenas respondo.
E é isso, ficamos apenas ali, nos encarando. Já percebi que fazemos muito isso, apenas nos olhar sem nenhuma palavra. O silêncio entre nós é confortável, acolhedor.
Erguendo a mão direita, ele acaricia meu rosto, colocando o cabelo atrás da orelha. Eu odeio admitir, mas gosto de seu toque, principalmente quando ele é carinhoso. Se erguendo parcialmente sobre mim, ele me beija.
O beijo é lento e sem pressa. Ele passeia por toda minha boca, entre beijos e leves mordiscadas. Quando penso que ele não vai passar disso, ele muda nossas posições, me colocando sentada sobre seu colo. O tecido fino não escode sua excitação e imediatamente sinto meu núcleo clamar por ele. Ele senta e volta a me beijar. Enterro minha mão direita em seu cabelo bagunçado. Como tenho o braço esquerdo enfaixado ainda, deixo ele apenas apoiado em seu ombro.
Pegando a barra da minha camisa, ele puxa por sobre minha cabeça. Como sempre não estou usando sutiã, mas ele mantêm o olhar em meus olhos. É como se ele pudesse ver minha alma, e isso me desarma.
Meu coração dispara.
Um calor se instala em meu peito, mesmo sem permissão.
A sensação de estar em seus braços é indescritível. E isso me assusta.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Angelus Tenebris - Snape
FantasyMais um ano se inicia na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Dhelila é uma típica aluna que gosta de umas travessuras mas que sempre mantém suas notas boas. Com um grupo de amigos bem variado, uma inimiga declarada e um professor que ela está di...
