À minha irmã Júh
Vens vindo suspirando,
Calmamente atravessando
Os diversos campos;
Trazendo novas
E velhas esperanças;
Renovando a fé daqueles
Que já descreem
Em tudo, inclusive
Em si e em ti!
Vens vindo...
Podem senti-lo!
Podem vê-lo
Ainda que invisível!
Podem ter contigo
Sem temê-lo!
Podem ouvi-lo
Pois se faz audível!
Trazeis a esperança!
Encurtais essa distância
Entre sonho e realidade!
Livrai-las dessa maldade!
Vens vindo sorrindo, tranquilo,
Sopro menino; que mimo!
Vens socorrer teus filhos
Desse infindo martírio!
Vens vindo calmo,
Passando,
Perpassando
Os ares cerúleos!
Mas ajudais aqueles
Que já se vão daqui
Trespassando
Aos ares plúmbeos!
Dai-vos do teu hálito!
Suscitais novo hábito!
Ressuscitai-os se mister for!
Abraçai-os com o teu amor!
E vens vindo, vindo...
Podem senti-lo perto!
E isso que ― decerto ―
Os faz terem esperanças
De um mundo mais lindo,
Onde estão todos sorrindo
Como inocentes crianças!
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Pétalas Cadentes
ŞiirO sentimento de um mundo devastado por suas violências. Embora escrito em 2016 - ano que houve grande repercussão acerca da imigração e dos refugiados de guerra - há poesias que abordam temas, por assim dizer, mais antigos, e, paradoxalmente, tão a...
