À procura de suas pedras
Preciosas, simples garimpeiros
Estão a arriscarem suas vidas
Em grandes montanhas.
Separam o que sede supérfluo
― O cascalho ―, com intuito
De encontrarem facilmente
Algum quinhão de riqueza.
Alguém achou uma pepita;
Mas sem muito entusiasmo:
É uma garrafa plástica, um jornal
Velho, metais, papelões...
É um aterro sanitário, dizem
Os superiores mandatários.
Sede um grandioso lixão:
Pilhas de materiais para recicle.
Ganham alguns trocados ali,
Embora possa ser desumano.
Embora possa ser nocivo
À sua saúde, muito labutam.
Talvez estejam cansados e
Tristes com o duro trabalho.
Talvez seja muito triste e dura
A rude lida sua e diária ―
Esperançosos, cantam ou
Assobiam uma música qualquer...
As pedras que dali se tira e vê não
Reluzem, mas tem grande valor para
Colocarem na boca de suas
Famílias um tanto de alimento;
Para poderem ajudar a manter a
Mãe Natureza saudável e linda.
O perfume que dali se exala não
É francês, é um odor humilde.
O que se sente mais ainda é
O aroma da eminente dificuldade!
Não estão roubando nem
Matando, mas sobrevivendo.
Seu trabalho é nobre porque
É livre, honesto e inteligente!
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Pétalas Cadentes
ŞiirO sentimento de um mundo devastado por suas violências. Embora escrito em 2016 - ano que houve grande repercussão acerca da imigração e dos refugiados de guerra - há poesias que abordam temas, por assim dizer, mais antigos, e, paradoxalmente, tão a...
