Capítulo 14

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Hoje está muito calmo, não tem rastro de ninguém nesta casa desdá hora que acordei.

Ontem a volta para casa foi tranquila, acho que ninguém percebeu minha fugida durante a noite. A bandeja ainda estava no mesmo canto, então Margô não tinha entrado no quarto. Troquei de roupa e fui dormir.

Agora estou aqui andando pelo jardim magnífico desta casa, meus pensamentos vão ao que aconteceu ontem. Por qual motivo alguém pagaria dez vezes o valor de um quarto de hotel? A não ser que esteja pagando algo a mais.

Arrepio-me só de imaginar que Markon está tramando alguma coisa, não vou ser ingênua, ele, com certeza, está planejando algo contra mim.
Ele sabe que quando eu assumir minha herança, a farra dele acabará. E eu sei que a vingança é um prato que se come frio, portanto, serei cautelosa.

Sento-me no gramado tentando relaxar, mas em vão. Minha cabeça está a mil tenho que planejar cada passo.

Minha mãe foi uma tola em me esconder as coisas e sei que ainda nem encontrei o fio da meada. Se tivesse confiado em mim não estaria morta, e sim eles debaixo de sete palmos de terra no lugar dela. Minha mãe foi tola, tentando ser amigável com este ninho de víboras. Não posso ser igual, não mesmo!

Agora eu posso entender de todo o esforço da minha mãe de me incentivar a aprender tanto com Elias, nunca era perigoso demais os ensinamentos de Elias, só quando ele me levou uma vez na cidade, pois ali meu pai provavelmente poderia ter me encontrado. Eu sabia que minha mãe estava escondida, ela evitava sempre o assunto, agora me arrependo tanto de ter ficado quieta quando deveria ter exigido explicações.

Almocei somente com Filipe e seu sorriso malicioso que me faz sentir enjoo só de olhá-lo. Markon viajou, mesmo Filipe não ter me contando nada, eu sei, pois ouvir Markon falar naquele dia escondida no escritório. Roger não sei onde ele se meteu, com certeza deve ter sua própria casa, além do seu trabalho, ele dormiu poucas vezes aqui, — isso não faz nenhuma diferença para mim — acho que ele faz por exigência do seu pai, pois não disfarça sua má vontade.

(...)

Filipe acabou de sair muito bem-arrumado. Escutei as escondidas que ele reservou uma mesa no restaurante da Express, então não cometerei o mesmo erro.

Entro debaixo do chuveiro, respirando e tentando tirar essa tensão. Estou nervosa nunca fiz algo desse tipo, sou apenas uma garota do Texas, apenas uma caipira, como o idiota número um diz. Depois de sair do banheiro vou até o closet.

Até que essas roupas que Maria comprou vai servir para alguma coisa!

Há muitos vestidos, longos, curtos, brilhantes e extravagantes, nada parecido comigo. Encontro um vestido vermelho longo que não tem brilho, mas seu contorno no busto dá um charme, não é fundo e a alça cai nos ombros. — Ótimo vai ser esse. — Para este momento até que merece um daqueles conjuntos de lingerie que não pensaria em usar de tão indecente. Sinto que fico até ruborizada só em me ver vestida nestes panos tão pequenos.

Coloco a roupa me surpreendo de como ficou perfeito, realçando cada curva do meu corpo, meus seios de tamanho médio estão atraentes. Nem eu sabia que tinha este corpo de mulherão.

Como sempre fui tratada como a mais nova, querendo ou não isso inibi o florescimento feminino, principalmente com Oliver, nunca me sentir mulher, — não antes do seu beijo — naquele dia o pensamento de que ele me via como irmã se foi.

Coloco uma sandália de salto alto prato brilhoso. Minhas botas, com certeza, não são para essas horas. Me Sento na minha penteadeira.

A porta se abre e me afasto do espelho com um susto. Margô entrar no quarto tão surpresa como eu.

Fora De Controle.(Concluído)Onde histórias criam vida. Descubra agora