Capítulo 17

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Com os acontecimentos, confesso que foi o gatilho para quebrar toda barreira dos fatos que levantei em minha vida. Desequilibrou-me emocionalmente, Roger só me usou do seu jeito mais perverso, e eu o deixei usar, junto com a descoberta de que pretendem me entregar para um maluco que se intitula o Cachorro. O aperto se intensificou no meu peito esses dias, um lado queria fugir, continuar o plano da minha mãe antes de sua morte, mas o outro lado mais forte pedi por vingança que não posso deixá-los fazerem isso comigo, não posso facilitar para eles e se eu fugisse eles venceriam.

Markon não citou nada sobre eu ter ido no hotel aquele dia. Nem Filipe ou Billy tocaram no assusto no jantar com todos reunidos no domingo. Roger nem se quer olhou ou trocou alguma palavra comigo.

Imbecil!

Eu entendi, me comeu e depois me descartou, antes eu tinha a ideia de quem trabalha na polícia eram confiáveis, Roger acabou com essa minha ingenuidade.

Estou sentada na cozinha lanchando no horário da tarde, inventei uma desculpa para não precisar olhar para aquele babaca. Depois de um bom tempo, tendo a certeza de que todos estariam ocupados, desci para a cozinha.

— O que foi minha menina? Está tão distraída. — Margô me chama atenção enquanto lava a louça.

— Nada demais! — Tento sorrir, para disfarça minha situação.

— Não parece que foi nada! — Ela diz dando de ombro. Eu sei que Margô quer saber o motivo, mas tenta fazer como se não importasse.

— É complicado Margô! — Olho para o meu prato que ainda está intacta. — Só sinto falta da minha antiga vida, sabe! — Não minto, tudo era tão simples, mas esse não é o meu verdadeiro motivo de estar assim.

— Posso imagina querida! — Ela limpa as mãos no avental e se aproxima de mim. — Você vai se acostumar, e depois quando tudo se resolver, estará familiarizada com tudo e sentirá falta daqui. — Ela passa ao braço pelo meu ombro e eu retribuo encostando minha cabeça em seu ombro, estou precisando mesmo de um ombro amigo, mesmo que não seja tão amigo assim, mesmo que Margô tenha provado que ela é, continua. — Tudo passa, até a tempestade! — E me beija na testa depois de um tempo abraçada.

— Obrigada! — Digo me afastando. — Preciso ir acho que o Sr. Martz deve estar me esperando.

— Mas você não comeu nada! — Ela me repreende. — Tome pelo menos o suco. — Insiste.

Tomo o suco de laranja em um gole só, dou-lhe um beijo na bochecha e saio seguindo até a biblioteca. Hoje Steve vai me dar a resposta, se ira realmente me ajudar. Respiro fundo antes de entrar na biblioteca.

Abro a porta e lá está ele em pé ao lado da mesa, mexendo em um livro qualquer, nem parece aquele que eu vi em sua casa. Um sorriso escapa do meu rosto. Todo de paletó nem parece que tem uma tatuagem tão grande no peito até o braço esquerdo, diria que aparece até outra pessoa.

Paro em frente a ele e o cumprimento com um aceno e ele faz o mesmo. Seu rosto está sério como sempre, nunca parei para reparar na sua aparecia, e ele até que é bastante sexy com óculos de grau.

— Então vamos começar senhorita Williams! — Sua voz grossa ecoa quebrando o silêncio da biblioteca.

— Claro! — Falo. — Mas antes quero saber sua resposta. — Sou logo direta sobre minhas intenções, e este é um dos motivos de ter atormentado meu final de semana.

— Senhorita! — Com a voz calma e séria responde. — Aqui sou seu professor e eu vim com um objetivo que é sobre suas aulas particulares, então é isso que eu vou fazer. — Ele me encara por cima dos óculos. — Temos muito o que fazer hoje se me dê licença, vamos começar.

Fora De Controle.(Concluído)Onde histórias criam vida. Descubra agora