Is This Love?

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43. Is This Love?

Ouvir aquela voz mais uma vez ressoando em minha mente me fez quase largar a mamadeira com o leite do Finn no chão, por sorte o meu menino me cutucou as pernas e esticou os bracinhos em direção a comida e sorri, coloquei o bico da mamadeira e lhe entreguei.

— A Adri está lá na cozinha, pode ficar a vontade ai no sofá enquanto eu chamo ela para você. — ouvi a Lucinda falar e virei rapidamente para a pia.

Seguro firma na borda da pia e puxo o ar com força para dentro dos meus pulmões, sinto meus nervos relutantes a se acalmarem quando vejo o rosto sorridente da minha irmã.

— Eu sabia que ele era bonito, só não imaginava que fosse tanto assim! — ela diz baixo para que somente eu seja capaz de ouvir e abana as mãos em frente ao rosto.

Passo a língua sobre os lábios tensa ao ter flashes de memórias de seu rosto ilumido rodando meus pensamentos. Balanço a cabeça um pouco e olho para a Luce.

— Obrigada por ajudar na minha paz de espírito nesse momento, querida. — esbravejo entre dentes e ela sorri largo em minha direção antes de sair em direção as escadas.

Olho para o Finn com a mamadeira nas mãos sentadinho a mesa e respiro fundo antes de tomar meu filho nos braços, seus olhinhos claros encontram os meus e sinto a ternura que á dentro deles.

— Está pronto para conhecer o papai, neném? — aperto suas bochechas e coloco a mamadeira em sua boca.

Caminho com cuidado em direção a sala e dou a volta na mesinha de centro antes de finalmente sentar no sofá a sua frente. Seus olhos correm por cada extensão do meu corpo e logo em seguida se ficção no garoto em meus braços.

Percebo o Finn o encarando de rabo de olho e assim que termina seu leite senta ao meu lado no sofá e coloca uma carranca fofa na cara encarando o homem sentado a sua frente.

— Você não mudou muita coisa. — Justin comenta quebrando o silêncio e percebo a tensão em seus ombros.

— Esse é o Finn.  — ao ouvir seu nome o garoto se coloca de pé e vai até o Bieber lhe estendendo a mãozinha.

— Boa tade, senho. — Justin pisca algumas vezes antes de finalmente agarrar a mãozinha do filho com uma expressão eufórica e ansiosa no rosto.

— Boa tarde, campeão! — ele afaga o cabelo do Finn, que mostra uma careca em reprovação ao seu ato impulsivo. Se ao menos ele soubesse o quanto que o filho odeia isso.

Finn volta a passos curtos de volta ao sofá e com certa dificuldade, que confesso ter achado a coisa mais fofa, sobe e senta-se ao meu lado novamente.

— Ele é bem esperto. — balanço a cabeça concordando e vejo os nós de seus dedos ficando brancos de tanto que ele aperta as mãos uma na outra. — Eu vim aqui porque eu sinto que preciso participar da vida dele, Adrienne. — sinto um nó se formar na minha garganta e respiro fundo antes de prosseguir:

— Eu não vou entregar meu filho para você. — falo o mais firme que consigo e vejo que o peguei de surpresa.

— Eu jamais faria isso com ele. — um sorriso bobo quase o deixa vacilar. — E nem com você...

— Então o que voc... — ele me interrompe:

— Eu sei o quanto uma mãe é importante na vida de um filho, eu cresci sem a minha e jamais iria querer isso para o meu filho, Adrienne. — sinto o amargo de suas palavras. — Só que eu também sei que sem o meu pai eu não teria sido nada e é por isso que acho importante que eu faça parte da vida do garoto. — ele endireita a postura e balanço a cabeça.

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