Who Do You Think Are Fooling?

31 1 0
                                    

34. Who Do You Think Are Fooling?

— Pega! — jogo a maçã encima do cara e no momento em que ele se atrapalha com a fruta tirando sua atenção disparo duas vezes em sua direção e Larissa me olha perplexa ao ver o corpo do homem cair no chão.

Na medida em que o sangue se espalha pelo carpete velho, corro em direção aos quartos e tudo o que consigo pegar antes de ouvir os disparos na sala é a caixinha aveludada com o anel que o J me deu.

Ao voltar para a sala vejo o sorriso triunfante da Larissa ao ver que agora são dois deles caídos mortos na porta da minha casa e ergo minha mão em sinal positivo.

— Precisamos ir para o telhado. — digo ao vê-la pegando uma das metralhadoras detrás do sofá.

As vozes no corredor estavam ficando cada vez mais altas e próximas de nós, saio do apartamento puxando-a pelo braço em direção às escadas que dão acesso ao telhado.

Os vizinhos olhavam para nós assustados, outros falavam algo e batiam a porta forte como forma de protesto e a única vontade que tive foi a de esfolar a cara de cada um deles.

Chuto a porta que dá acesso ao terraço e sinto meu coração pulsar mais forte em meu peito ao sentir o vento frio em meu rosto, olho para Larissa assustada e a mesma sorri, tão serena.

Confesso que estou com medo de morrer. Não quero que minha vida acabe dessa forma, eu ainda quero fazer tanta coisa nesse mundo.

A chuva de tiros caia sobre nós duas como se não houvesse amanhã e uma dor imensa se instalou em meu ombro, olhei para o local e o mesmo estava manchado de sangue.

Porque não, uh?

— Puta merda! — Larissa grita olhando em minha direção e tentei sorrir.

— Mata esses desgraçados, Larissa!

Ela balançou a cabeça sorrindo, se ajoelhou atrás de uma viga da caixa d'água e puxou a metralhadora, destravou-a e sentou o dedo no gatilho.

— Matar todos os meus homens não vai fazer você se livrar de mim. — uma voz ao fundo chamou nossa atenção e levantei dando de cara com Hector e ao seu lado o Jackie.

— O que porra você quer de mim? —  me atrevo a da um passo a frente. —  Vocês já não me tiraram o suficiente? — me refiro ao meu filho e os vejo sorrir largo.

— Você realmente não levou em consideração o que eu disse sobre investigar mais isso, uh? — ele da um passo a frente e travo o maxilar o observando atenta. — Deveria ser mais obediente, Adrienne. — sinto meus músculos tencionarem mais a medida em que ele vai se aproximando.

— Pare de brincar comigo, esses seus joguinhos já estão me cansando. — digo tentando ao máximo soar firme. — Você já me tirou o que mais amava, acabou, você venceu. — dou de ombros e ele balança a cabeça rindo.

— Você acha mesmo que eu lhe tirei o que mais ama? — balanço a cabeça e ele nega. — O que você mais ama está nesse exato momento comendo uma vadia qualquer enquanto você está aqui pagando pelas burrices dele. — ele segura meu queixo com a mão e engulo em seco. — Você é tão burra que dói em mim vê-la nessas condições por causa de um moleque imprestável. — quanto rancor!

— Afaste-se dela! — ouço o destravar da arma da Larissa e ele sorri de lado. — Eu disse para você se afastar dela. — sua autoridade o faz rir, porém ele larga meu rosto e encara-me fundo nos olhos.

— Diga ao Bieber que será um prazer foder com a vadia dele. — seus olhos correm em meu corpo e reviro os olhos.

— Eu nunca irei foder com você. —  digo com repulsa e ele balança a cabeça descontraído.

OutlawsOnde histórias criam vida. Descubra agora