33. Unfaithful
Acordei no dia seguinte sentindo uma dormência no braço, pisco os olhos algumas vezes para acostumar com a pouca luz do nascer do sol, afasto o corpo da Adrienne com cuidado para o lado e sorriu ao ver seu rosto sereno.
Tão linda que me parece um sonho!
Pego minhas roupas espalhadas pelo piso e desço as escadas com cuidado, visto minhas roupas ao chegar ao chão e respiro fundo antes de seguir para o carro. Entro no mesmo e arranco dali o mais rápido que posso, não poderia permanecer naquele lugar por mais nenhum segundo.
Só em pensar nas merdas que o Jackie aprontou com a Adrienne já sinto meu sangue ferver em meu corpo novamente. Pego o celular no banco do carona e disco o número do Ryan, o mesmo atende no segundo toque:
- Ryan onde você está? - pergunto assim que sua respiração se faz presente do outro lado da linha.
"- Não é o Ryan". - reconheço a voz da Larissa. "- O Ryan saiu há um tempo já, mas é só com ele ou eu posso ajudar?" - ela se pronuncia depois de um minuto em silêncio.
- Você poderia me encontrar na boate? - paro no sinal vermelho.
"- Eu encontrarei você lá." - ela diz e barulhos tomam a linha. "- Desculpe por isso." - ela torna a falar depois de alguns minutos. "- Tentarei ligar para o Chaz e perguntarei se o Ryan está com ele e até a boate." - ela encerra a chamada antes mesmo que eu possa falar mais alguma coisa e reviro os olhos.
New York, Brooklyn - Boate Cardi - 2017
Sempre que venho nessa boate tenho a estranha sensação de está sendo observado pelo fantasma do Brian, aquele cara era louco por esse lugar e amava a grana que essa merda colocava na mão dele.
A idéia de ter essa porcaria foi dele, tinha o dom de visar o futuro como ninguém e não posso negar que suas ideias eram sempre muito bem vindas, nunca fiquei na mão quando apostava todos as minhas cartas nele.
Ter trazido a Adrienne para esse lugar foi a pior escolha que eu já poderia ter feito na vida, a morte dele foi uma grande perda e a saudade dói um pouco mais a cada dia, só que como tudo na vida da gente é passageiro a dor e as lembranças também são e tem dias que eu sequer consigo lembrar os traços fortes de seu rosto.
Levo o copo de whisky até a boca e engulo o líquido todo em um único gole, sinto o mesmo descer queimando pela minha garganta e respiro fundo ao bater o copo no balcão.
Elay se aproxima com um sorriso sacana delineando seus lábios carnudos em um tom vermelho de batom e acabo por sorrir, seria um tremendo idiota se não o fizesse, a garota é fodidamente gostosa e a um tempo anda se insinuando para mim.
Ela vai para detrás do balcão e pega a garrafa de whisky do bar e serve-me outra dose, balanço a cabeça enquanto ela inclina-se sobre o balcão, seus peitos parecem que vão estourar e aquela visão toda certamente faria meu amigão despertar se não fosse o pigarrear da Larissa.
- Posso voltar outra hora se preferir. - ela diz e sinto o amargor de suas palavras.
- Não, senta ai. - aponto para o banco a minha frente e olho para a Elay. - Depois a gente conversa gracinha. - pisco para a garota que balança a cabeça e sai rebolando.
- Você é nojento Bieber. - ela indaga sentando-se a minha frente. - Sobre o que você quer conversar?
- A Adrienne estava grávida. - a vejo engolir em seco. - E você não me disse nada caralho!
- Eu apenas fiz o que ela me pediu, você certamente iria atrás dela pedir para que ela tirasse o bebê, daria um jeito de matar a criança antes mesmo que ela nascesse. - respiro fundo para não enfiar a mão na cara dela. - Em todo caso o bebê morreu, eu mesma fui no hospital comprovar isso. - diz por fim e franzo meu cenho.
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Outlaws
FanfictionEntre o amor e o ódio, eu escolho correr! Não da dor ou do medo, apenas correr. Me sentir livre! Sentimento mútuo que não tenho a algum tempo. Adenalina fazendo com minhas veias pulsassem mais rápido e o coração batendo mais forte dentro do peito. ...
