5 - Teste

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Entramos no carro e o segurança tenta arrumar todos os sacos no porta bagagem o que parece ser uma tarefa difícil. Sentadas no carro que circula em direção a casa deixo de ouvir Maya...

- Taylor estamos a ser seguidos! - Digo olhando pelo espelho.

- Já reparei nisso, vamos mudar a rota.

- Qual carro? - O idiota ao seu lado pergunta denunciando que não tinha visto nada.

- O Mercedes cinza de vidros fumados! - Digo irritada.

Taylor leva-nos para uma zona menos movimentada e dá as suas cordeadas para que alguém se junte a nós, alguns quilómetros depois vejo uma zona onde existem edifícios em construção, a chamada foi feita a alguns minutos, ou seja o outro carro da equipa está próximo...

- Baixa-te Maya!

- Por quê?

- Faz o que te digo por favor. - Ponho a mão na sua cabeça para me assegurar que está escondida.

Ela faz mesmo sem entender qual a minha intenção, abro o vidro, retiro a arma que Taylor tem no coldre e atiro nos pneus do carro que nos segue. Maya grita, Taylor diminui a velocidade e confirma que o Mercedes está parado e cercado pelos seus dois homens que vinham logo atrás do veículo suspeito...

- A minha arma Senhorita Sasha. - Ele estende a mão e eu entrego-lhe.

Agora eu também era uma atiradora nata? Desde quando e o que mais descobrirei sobre mim? Estava cansada! Maya ainda tremia e os dois homens não estavam satisfeitos, assim que o carro para ela me abraça...

- Obrigado Sasha!

- Está tudo bem, vai tomar um banho e relaxar Maya. - Saímos do carro e vejo Taylor a encarar-me.

- Sim vou fazer isso.

Maya corre para casa...

- Precisamos falar! - Eu até poderia apostar que sei qual o tema da conversa.

- Sr Taylor preciso trabalhar, falamos logo no ginásio.

- Ficarei a espera, tenho uns assuntos a tratar de qualquer forma.

Entro na casa e vejo Betty a conversar com a Sra Powell, o segurança passa com as compras e vai em direção ao meu quarto...

- Uau compraram isso tudo?

- A senhorita Powell comprou não eu, mas prometo pagar tudo.

- Não, fui eu quem pediu para ela comprar tudo o que fosse necessário. - Ela responde com naturalidade.

- Mas eu não preciso de nada daquilo!

- Nunca se sabe querida. - Betty está a apoiá-la, acho que são todos doidos nesta casa.

- Sasha venha comigo ao escritório agora! - O Sr Powell passa por nós como um tornado e eu sigo-o. - Feche a porta!

- Deduzo que saiba o que aconteceu!

Ele faz sinal para eu ficar quieta e aguardar por algo, a porta abre-se, Taylor entra com Brandon, evito olhar para para último porque ele tem um efeito negativo em mim...

- Taylor contou-me o que se passou.

- Não é qualquer um que teria a mesma reação e a mesma pontaria, diz a verdade Sasha. - Taylor parece acusar-me de algo e eu não gosto disso.

- Eu não sei qual é a verdade, eu reajo por instinto. Não pedirei desculpa e muito menos provar ou justificar o que fiz.

- Bom, de qualquer forma, obrigado por salvar a minha filha. - O Sr Tommy tenta amenizar as coisas, passo os olhos pelos três, Brandon não abre a boca que irritante.

- Sempre as ordens Sr Powell.

- Podes ir e descansa caso precises.

Aceno e saio da sala, não quero descansar, mas libertar a raiva seria bom, eu percebi o olhar acusatório de Taylor, não gostei, então troco de roupa e corro para o ginásio. A meio do treino sinto a presença de alguém, Brandon começa a correr na passadeira elétrica em silêncio, passo os olhos no seu corpo, é bonito, perfeito mesmo...

- Tenho uma proposta! - Taylor entra na garagem e fica perto de mim.

- Sou toda ouvidos!

- Vem comigo, vamos fazer alguns testes físicos.

- Para quê? - Pouso a corda e fico parada a olhar para ele.

- Estou convicto que és uma ex-polícia ou militar.

- Isso poderá ajudar-me a encontrar a minha identidade? - Respiro fundo e bebo um pouco de água, qual é a ideia?

- Talvez, vais aceitar?

- Claro, só preciso de pedir...

- O Sr Powell aceitou, partimos amanhã cedo. - Obrigado por me perguntar em primeiro idiota. Pego na minha toalha e volta a encará-lo.

- Sei que não confia em mim Sr Taylor e não o censuro, mas eu espero que realmente possa ajudar-me.

Tomo um duche e vou para o quarto, tenho a cama coberta de compras, Rosa bate na porta e junta-se  mim, ela ajuda-me a arrumar tudo e abre a boca inúmeras vezes abismada com os preços marcados nas etiquetas...

- Podes usar o que quiseres Rosa.

- A sério? - Ela dobra tudo e eu arrumo nas gavetas.

- Claro assim pelo menos alguém usará isto!

- Vais passar uns dias fora? - Olho-lhe no intuito de descobrir se está chateada comigo por isso, mas com o seu sorriso duvido.

- Não confio nesse Taylor.

- Ele é boa pessoa, apenas desconfia de tudo e todos, afinal é a sua profissão. - Talvez seja isso.

- Ainda agora cheguei e já te vou deixar com o trabalho todo.

- Não faz mal Sasha, eu entendo e, além disso vou ganhar o dobro, eu preciso de dinheiro, estou a juntar umas economias com o meu namorado, queremos comprar uma casa.

- Será que tenho família Rosa?

- Claro que sim, todos temos e tu vais acabar por encontrá-los.

- Vou vestir-me e depois ajudo-te a servir o jantar se quiseres. - Rosa era sobretudo simples, ela não se queixava do trabalho.

- Bom, vou ver o que a Betty acha, até já.

Visto a minha farda e preparo uma mala com roupas e bens que precisarei por estes dias. Entro na cozinha e fico com água na boca só de sentir o cheiro do frango com milho de caril, acho que viverei nesta cozinha para sempre. Betty não me autorizou a servir o jantar com Rosa, não vou questioná-la porque respeito ela tanto como os Powell, afinal é a minha chefe direta. Quando deito a cabeça na almofada, penso de novo em Brandon e o porquê de me lembrar somente do seu rosto. Ele é a chave, a resposta tenho de aproximar-me dele!

Oblívio - A EscolhidaHistórias para pegar e não largar. Descubra agora