Mal dormi, estava com raiva de mim mesma, deveria ter feito tudo de outra forma mas eu sou impulsiva. Faço o meu treino matinal, tomo um duche e sento para tomar o pequeno almoço quando um dos seguranças do Powell bate a porta, pensei que tinham descoberto sobre a visita de Eric...
- Sra Zorkin os seus soldados chegaram.
- Já? - Ao longe um carro estava parado e três soldados saiam de lá, dois homens e uma mulher. - Entrem!
Eles entram na casa e pousam as bagagens no chão, um deles puxa-me para um abraço...
- Como estás cunhada?
- David não devias ter vindo.
- Eric pediu e eu quero ajudar. - Ele beija a minha cara e pisca o olho.
- Obrigado.
- Estes são Monic e Joel. - Aceno aos dois - Qual é o plano?
- Dois planos na verdade, o que será executado e o que vamos fingir perante o Powell que deve estar a chegar. Está tudo aqui nesta pen drive, por favor cuidado com... - Ele guarda o objeto no bolso quanto ouvimos a porta abrir, assumimos posições sérias e frias como se fossemos apenas soldados e comandantes.
- Vejo que a cavalaria chegou.
- Sim vamos falar do plano porque o tempo corre! - Faço sinal para irmos para a sala onde na grande mesa havia o computador e pastas com informações de cada um dos alvos.
Brandon somente dava ordens, diretivas que nós fingimos aprovar e entender, ele era inteligente mas não tanto para perceber em algumas falhas no seu perfeito plano. Até ser hora de almoçar nós trabalhamos muito, depois comemos e voltamos a trabalhar até ser noite e o motorista vir buscar Brandon, os três ficariam comigo consegui convencer o Powell que assim não haveria risco de fuga de informação. Havia mais um quarto com cama de casal que os dois homens iriam partilhar quanto à soldada Monic quis ficar no sofá, ela queria manter a distância de mim, eu entendi, sou vista como a filha de Zorkin, a herdeira.
Eric não deu sinal de vida e isso deixou-me triste, queria tê-lo comigo naquela cama. A contagem decrescente para o jantar tinha sido lançada, acabo de receber uma mensagem a dizer que o jantar será daqui a nove longos dias. Durante esses dias tínhamos de planear o ataque com o Powell e durante a noite David passava no meu quarto para falarmos do verdadeiro plano, eles iriam infiltrar-se no local como empregados da empresa de Catering de resto cabia a cada um deles ter o seu alvo bem estudado e fazer com que os três sejam afastados do grupo e aniquilados, só espero que nada falhe porque estou farta de tudo, quero uma vida longe de sangue e morte.
O dia chega, daqui a algumas horas estaremos no jantar com todos os chefes das máfias, o resto da equipa já foi para se infiltrar, eu espero o motorista de Brandon com o longo vestido preto, entro no carro nervosa e os enjoos não ajudam em nada. Olho pela janela e não estranho o caminho pois a minha cabeça está bem longe, abro a bolsa e vejo que no meu telemóvel não existe sinal de vida do meu marido decido então enviar uma mensagem a Taylor, peço que me dê novidades de Eric. O carro para e vejo que estamos na pista de aterragem com o meu jato parado, o motorista sai e abre a porta...
- Chegámos! - Todo este tempo era ele o motorista.
- Eric, porque me trouxeste até aqui?
- Vamos embora. - Ele pega na minha mão e sorri.
- Mas...O Plano...
- Está tudo tratado, os homens do Sr M a esta hora devem estar a tratar de Brandon.
- Então e eu não preciso de...
- Mudança de planos, fiz um acordo ele vai colocar bombas e acabar com todos naquele jantar, em troca da morte de todos os chefes da máfia ele ganha todo o poder e vai deixar-nos em paz.
- Então e a minha equipa? - A bomba eles correm perigo.
- Estão ali a tua espera. - Ele olha para o jato.
Quando vi todos sentados no interior do aparelho senti um alívio que não foi duradouro, agora teriamos de falar sobre o nosso futuro e este bebê de que eu não me sinto preparada para cuidar. Os três falavam mas entre mim e Eric reinava o silêncio, ambos queríamos gritar, deitar para fora todas as frustrações... Não era o local nem a hora certa. O jato aterra e sou a última a descer, não é só fisicamente que me sinto debilitada, a minha moral está em baixo e não tenho forças de enfrentar ninguém, Jenny entra no aparelho...
- Mandei todos entrarem no castelo.
- Obrigado, leste os meus pensamentos! - Ela senta-se na minha frente a assume a sua postura de psicóloga.
- Na verdade a tua sogra contou-me da gravidez.
- Jenny posso parecer insensível e louca mas, eu não me vejo pronta para assumir uma criança. - Ela vai mandar internar-me.
- Falaste com ele?
- Mal, Jenny eu tenho medo de o perder se... um filho sim mas, não agora. - Eu sinto o desespero dominar-me.
- Explica-lhe isso mas, ouve também o que ele tem a dizer, um filho é a coisa mais importante na vida de um casal então pensem em todos os prós e contras.
- Quero terminar o projeto que tenho para estes soldados, viver o meu casamento, sentir o que é ter uma verdadeira família e depois ter bases para formar a minha. - Ela pega na minha mão, sei que o pânico deve estar estampado na minha cara.
- Vais tirar esse bebê?
- Eu não sei de nada Jenny mas perder Eric está fora de questão.
- Então serás capaz de ter essa criança para lhe agradar?
- Não isso seria um erro. - Eu fico de pé incapaz de ficar sentada, estou entre a espada e a parede.
- Bom eu vou estar aqui caso precises.
- Espera, então como estão as coisas com Taylor?
- Muito bem, acho que poderá ser um bom relacionamento. - Ela sorri de forma apaixonada e eu desejo o melhor para os dois.
- Eu espero!
Caminhamos até ao castelo, abraço todos e seguimos para a mesa onde o jantar acaba de ser servido, exelente espero encontrar fome para tudo isto entre enjoos.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Oblívio - A Escolhida
ActionQuem eu sou? Não sei! O meu corpo e a minha personalidade estão em total desacordo com a minha mente porque a minha amnésia teima em infernizar a minha vida. Eu preciso descobrir o meu passado mas para isso tenho de me manter focada no presente e tr...
