Saio do consultório chocada, só pode ser um pesadelo...
- Sra o seu telemóvel...
- O que foi? - Grito para quem quer que seja que tenta infernizar a minha vida.
- Então temos negócio?
- O antídoto?
- Primeiro a tua resposta Sasha. - Ele trata-me pelo meu nome eu nem sei quem é, que ódio!
- Sim! - Aceitar esta missão era como espetar uma faca nas minhas próprias costas.
- Ótimo tens duas horas para saíres daí, o antídoto está no porta malas do teu jato, se correres e lhe derem em cinco minutos a injeção, ele estará melhor quando partires.
- Tudo bem em duas horas eu parto.
- Junto com o medicamento está uma pasta com informações úteis, aproveita para leres na viagem.
Desligo a chamada e mando Taylor ir com os soldados revistar o jato, incrível como ele tinha tudo planeado, terei que acabar com este homem seja ele quem for. Entro no quarto de Eric que dorme, olho para ele e penso o quanto é lindo, íntegro e honesto com os seus próprios valores, ele tem uma família que o ama e sempre me respeitou. Eu sei que não sou uma pessoa fácil mas devo a ele a minha liberdade, ele faria o mesmo por mim, quanto a gravidez eu recuso -me a pensar nisso agora, não é o momento até porque esse assunto eu aposto que será outra dura batalha...
- Shannon a terra chama por ti! - Eric chama por mim é eu dou o meu melhor sorriso visto as circunstâncias.
- Como te sentes? - Pergunto com um nó na garganta, não posso deixar que ele perceba o quanto estou afetada.
Taylor e o médico entram no quarto...
- Vou injetar o antídoto mas se quiser ficar...
- Vou deixá-lo fazer o seu trabalho, tenho coisa urgentes a tratar.
- Juízo Sra Davies, eu quero ajudar a encontrar o homem que atirou em mim. - Eric fala num tom autoritário.
- Claro meu amor.
Volto com Taylor ao castelo e vamos diretos ao escritório, deixo ordens para fazer tudo o que deixei escrito numa lista mas antes de tudo quero que descubra quem está a trair a minha confiança...
- Shannon é o teu projeto por isso deves ser tu a tratar de tudo.
- Farei isso quando regressar Taylor. - Ele abana a cabeça, dá para ver que ele quer pedir para não ir.
- Queres tornar estes soldados em homens normais?
- Quero apenas dar-lhes a liberdade e a hipótese de poderem escolher um futuro diferente, formarem familias e terem filhos. - Tudo o que não terão se continuarem nesta loucura.
- Quero saber qual é a ideia, porque compraste os terrenos?
- Um centro de treinos para agentes de segurança, os melhores. Aqueles que protegem presidentes, famosos e o papa. No terreno à direita será a zona residencial com pequenas casas, na esquerda a zona de treinos e em frente ao castelo onde está tudo agora será feita uma pequena zona comercial, cabeleireiro, infantário, mini mercado, assim as famílias dos soldados podem viver e trabalhar aqui mas claro todos são livres de ir embora.
- Bom acho que não poderia haver melhor forma de investir a fortuna do Zorkin mas e tu pensaste no teu futuro? Vais ficar aqui no castelo? - Ele vê o meu caderno com projectos desenhados por mim e sorri.
- Não, o castelo será a sede dos mestres e a zona onde trabalharam todos os queiram manter este projeto a andar, eu tenho o meu próprio projeto ou melhor dizendo, tinha! Depois de hoje tenho a ligeira sensação que tudo mudará.
- Desculpa sei que és um bom soldado mas também tenho um mau pressentimento, não vás. - Ele pega no meu braço e eu não consigo olhar para ele ou verá que também eu tenho medo de ir.
- Se eu não for tenho medo que esse homem possa fazer mal a todos vocês entendes, não posso carregar esse peso nas minhas costas.
- Tens ao menos ideia de quem possa ser?
- Talvez o Senhor M mas, não sei.
- O que eu faço quando Eric souber e quiser ir atrás de ti.
- Dizes que eu ele precisa ajudar-te com o meu projecto e que eu voltarei porque eu tenho algo sério para falar com ele. - Pego no pedaço de papel que tirei das mãos do médico e passo para as suas mãos - Se eu não voltar ou ficar sem dar notícias em um mês, tu dar-lhe isto e pedes para continuar a esperar porque eu acabarei por voltar.
De regresso a clínica vejo que Eric descansa e eu não o quero acordar, o enfermeiro diz que ele está recuperado em algumas horas, eu não tenho esse tempo, saio do quarto e dou de caras com Amelie, como qualquer mãe ela está visivelmente preocupada..
- Ele já está bem, daqui a algumas horas sai daqui. - Ele abraça-me e como da primeira vez eu adoro o seu toque maternal.
- Obrigado por me trazeres aqui Shannon, fiquei tão preocupada.
- Amelie eu pedi que viesse porque preciso que tome conta dele por algum tempo. - Pego nas suas mãos para que ela preste bem atenção, sinto que posso confiar nela.
- Tens de viajar? Agora?
- Vou tentar não demorar mas não lhe diga nada, sei que ele vai ficar furioso mas eu tenho realmente de ir, fique com o meu telemóvel eu ligarei para ter notícias mas por favor não lhe diga nada, você é mãe, proteja-o.
- Vai tranquila mas promete que voltas rápido e inteira. - Ela guarda o aparelho no bolso e volta a abracar-me.
- Vou tentar!
Antes que comece a chorar saio, cumprimento o irmão e o pai de Eric e vou até ao jato onde Taylor espera por mim...
- Vou eviar o jato todas as sextas às onze da noite, vai estar a tua espera por dez minutos no mesmo lugar que vais ficar hoje, pelo menos assim se não puderes manter o contacto sabes que podes contar com o transporte.
- Obrigado por pensares em tudo Taylor e já agora aproveita para tentares a tua sorte com Jenny..
- Talvez já o tenha feito! - Ele puxa-me para um abraço- Acaba com eles bem rápido e volta inteira ou eu mesmo vou arrastar-te até aqui.
- Sim senhor! - Brinco com ele e sento no jato completamente de rastos.
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Oblívio - A Escolhida
AkcjaQuem eu sou? Não sei! O meu corpo e a minha personalidade estão em total desacordo com a minha mente porque a minha amnésia teima em infernizar a minha vida. Eu preciso descobrir o meu passado mas para isso tenho de me manter focada no presente e tr...
