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"Acho que encontramos seu cavalo perdido."

Os cavaleiros eram cinco ao todo. Armaduras prateadas, rostos cobertos e cavalos pretos musculosos.
Eles ostentavam um símbolo costurado com linha dourada em um tecido preto que assemelhava-se ao veludo.
Dois dragões de asas encolhidas e com seus pescoços longos e suas caldas, cruzadas entre si.
Romântico, pensou Tam.

"Ah, tive que deixá-lo para conseguir pegar a ladra." Com um aceno de cabeça, Alina indicou Tam.

Um deles disse repentinamente, "Um momento."

Alina se esqueceu de como respirar e começou a preparar seu corpo para soltar Tam e lutar contra os cinco cavaleiros. "Você é o Caçador." Parecia uma entonação de surpresa. "Pensei que era homem." Talvez admiração também.

Alina aproveitou a deixa, "Eu sou o que eu quiser que pensem de mim."

Os cavalos se agitaram. "Fomos convocados pela rainha para encontrá-lo e levá-lo até ela." Disse um dos cavaleiros.

Ao seu lado, Tam sussurou para que só Alina ouvisse, "Sortuda do caralho."

Diretamente para a rainha? Que recepção calorosa, observou em seus pensamentos. Se eu fosse uma bruxa poderosa, Alina tentou pensar como seu alvo, não aceitaria ser nada menos do que uma rainha. Por fim disse, "Então, leve-me até vossa majestade."

"E a ladra?" O que puxava as rédeas do cavalo do Caçador, o mais desconfiado, parecia ser o líder do grupo.

"A levarei comigo." O cavaleiro esperou por uma explicação, "Como um objeto de decoração para a masmorra da rainha." Alina olhou para Tam e em seguida para o cavaleiro. Ele não parecia estar convencido. "Não tema capitão," Ela torceu para que o tratamento estivesse certo, viu que ele não falou nada e então continuou, "é apenas uma ladra que foi amaldiçoada por alguém."

Depois de um tempo em cima do cavalo inquieto, ele disse, "Tudo bem. Não estamos muito longe do palácio."

Então Alina percebeu que o Caçador, estava a caminho de lá e que pretendia chegar primeiro que os guardas da rainha. Mas então houve um imprevisto chamado "Alina e Tamara Atravessam Galáxias". Ela não fazia a mínima idéia de quem era, o que fazia o tal Caçador e qual era o nome daquela maldita floresta em que elas estavam. Ela tinha que perguntar.

À caminho do cavalo, ela perguntou ao capitão, "Que floresta é essa?" Tam, ao seu lado, estava desempenhando seu papel de uma ladra amaldiçoada muda e obediente, muito bem.

"Caminho dos Freixos." O capitão respondeu. Aquela era uma floresta de pinheiros, não fazia sentido, constatou ela. Ao chegar perto do "seu" cavalo, ajudou Tam a montar e depois subiu na cela, atrás da amiga, posicionado-se com certa dificuldade. Esperou que ninguém houvesse notado, passou os braços ao redor de Tam e segurou as rédeas. Pelo visto, calvagariam até o palácio sem direito à paradas para descanso.

"Espero que ainda saiba cavalgar sem matar ninguém." Tam sussurrou e Alina não respondeu à provocação, apenas mexeu as rédeas. Aguns minutos depois ela e o cavalo eram mais melhores amigos do que ela e Tam.
Um ronco faminto foi ouvido.

"Desculpe." Tam sorriu sem jeito, encolhendo-se um pouco para frente. Elas falavam baixo. Qualquer cuidado perto daquele capitão desconfiado, parecia ser pouco. "Me conta sobre o aconteceu." Alina sabia ao que a amiga estava se referindo.

"No apartamento," Ela começou sempre sussurrando, ao pé do ouvido de Tam, "eu senti. Foi quando eu acabei derrubando a caixa e os livros. Foi fraco, mas tão repentino que eu me assustei. Depois eu senti de novo. Era como se alguém tivesse segurando meu coração. Foi surreal, meu corpo se arrepiou, minhas pernas bambearam e foi quando eu tropecei na rua. Corríamos para o seu carro."

Um Conto KyobanOnde histórias criam vida. Descubra agora