—Wow. Sua memória está boa. — Laura comentou assim que desceu da moto, tirando o capacete e olhando a fachada do simples restaurante mexicano. — Deus, faz mais de dez anos que viemos aqui.
—Você me trouxe aqui em nosso primeiro encontro depois da festa. — Iori relembrou com um sorriso de lado. — Éramos tão jovens. Você tinha aquela jaqueta de couro velha, lembra? Ficava tão sexy nela, montando na sua velha moto.
—Lembro que eu te dei a jaqueta naquela noite porque estava frio. Você nunca mais me devolveu.
—Isso é mentira. Eu te falei várias vezes para buscar no meu quarto. Mas você sempre acabava sem roupa quando ia lá.
—Claro que sim, você me chamava para o seu quarto para conversarmos? Metade das vezes você estava nua e vestindo minha jaqueta. — Ela sorriu enquanto Iori ria, guardando os capacetes. — Olhe para nós agora. — Ela envolveu a cintura de Iori e a puxou para perto. — Mais de dez anos depois de volta aqui. Se queria me impressionar deu certo.
—É? Então já estou feliz. Vem, vamos entrar. Eu fiz reservas.
—Desde quando La Gran Noche precisa de reservas? Era bem movimentado em nossa época, mas estou surpresa que continue aberto.
—Eu também fiquei quando pensei em te trazer aqui. Trocaram de dono pelo que fiquei sabendo, mas não está tão diferente. Só mais organizado. Você vai gostar.
Laura concordou, seguindo-a para dentro após segurar sua mão, soltando um ar surpreso tão logo entrou, sentindo nostalgia quando olhou o interior do estabelecimento. Era todo customizado com objetos que lembravam o seu lar, a voz de uma mulher ecoando pelo lugar, acompanhada de violão. Iori a conduziu até a mesa que tinha reservado, ouvindo seu riso quando recordou que era a mesma mesa que elas tinham estado da primeira vez.
—Isso é fantástico Iori. — Ela ainda olhava ao redor, maravilhada. — Tem até o quadro da La Muerte ainda.
—Eu prefiro sua tatuagem.
—Sim, eu também. — Ela riu, sorrindo para a garçonete quando ela parou ao lado da mesa. — Boa noite! — Falou animada em espanhol.
—Oh, muito boa noite. — A garçonete sorriu de volta, contagiada pelo seu ânimo. — Temos uma mexicana nativa aqui estou vendo.
—Sou 100% mexicana.
—Isso é ótimo. Sou apenas 50%. Meu pai é daqui da cidade mesmo.
—50% é melhor que nada.
—Vou ter que concordar com isso. Então, o que trouxe vocês em La Gran Noche? Estão comemorando algo?
—Eu não sei. Acho que minha mulher iria me matar se eu estivesse esquecendo nosso aniversário. — Ela sorriu para Iori, que ergueu a sobrancelha em sua direção.
—Ela só lembra porque coloquei alarme no calendário dela uma semana antes todos os dias. — Falou com humor. — E ela consegue esquecer.
—Você acredita que eu a trouxe aqui em nosso primeiro encontro? — Laura não perdeu o humor. — Esse lugar quase não mudou. Estou impressionada que se pareça tanto como há 13 anos.
—13 anos! É muito tempo. — A garçonete se surpreendeu. — Minha avó era a dona daqui, mas acabou falecendo há 2 anos, minha mãe assumiu desde então.
—Oh, eu sinto muito pela sua avó. Ela fez um lugar adorável, faz-me lembrar minha terra tão linda. E sua mãe tem mantido a tradição, é muito bonito.
—Fico feliz que tenha gostado. É simples, mas é nosso sonho manter esse lugar por muitas gerações. Minha avó começou, e nós queremos continuar em homenagem a ela.
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Nossa Vida Juntas
RomansaLana está superando um divórcio após anos numa relação intensa, e não esperava se apaixonar por uma de suas alunas da academia de dança. As coisas mudam quando sua aluna e a namorada demonstram interesse nela, e propõem uma relação. Envolvida por Io...
