—Como foi? — Laura perguntou assim que Lana saiu do consultório, olhando entre ela e Robert, seu amigo.
—Cansativo. — Lana envolveu sua cintura, selando seus lábios e a abraçando mais forte. — Mas não foi ruim. Ele me explicou tudo.
—É? — Ela encarou Robert, acariciando os cabelos dela. — Vocês resolveram tudo?
—Sim. — Lana se afastou para a olhar, segurando sua mão. — Eu tenho cura. Não sou um caso perdido. Você não precisa me internar agora.
—Ah, que pena. Vou ter que mandar a ambulância embora.
—Idiota. — Ela sorriu, cutucando suas costelas. — Eu vou chamar um carro e ligar para Sasaki.
—Está bem. Eu já te alcanço. — Ela beijou sua cabeça, esperando que ela se afastasse da sala de espera antes de se voltar a Robert, ambos trocando um sorriso cúmplice.
—Que sem vergonha você. Pegando uma mulher casada? Por isso ela está estressada.
—É, as vezes acho isso também. — Ela suspirou, cruzando os braços. — Tept?
—Tept. — Confirmou. — Eu fiz um atestado para ela se afastar do trabalho. Voltar a ser atendida, mas com maior frequência. Eu recomendo atendimento presencial, mas vai depender dela.
—Ela te deixou falar tudo isso ou você está sendo um babaca?
—Eu não sou recomendado por faltar com sigilo. — Ele revirou os olhos, sem se deixar abalar. — Ela me pediu para te dizer, já que somos da mesma área.
—Você receitou o remédio?
—Sim. Expliquei a frequência, mas é bom reforçar. Ela não quer a medicação, então me avise se precisar de uma indicação a outro analista aqui na cidade.
—Ela não quer? — Ela estreitou os olhos, confusa. — Não vai ter reação. E não é por muito tempo.
—Bem, isso vocês discutem. Só tente se manter mais presente. Você sabe como é o Tept. Quanto melhor o suporte melhor é o tratamento.
—Sim, eu sei. Obrigada por abrir um horário para ela hoje. Sei que você tem uma agenda cheia.
—Amigos são para isso.
—E quanto eu te devo por esse favor?
—Não quero dinheiro. Já fico feliz sabendo que você não é solitária e que está disposta a tanto por causa de alguém. — Ele sorriu de maneira sincera. — Não se preocupe, se eu precisar de um favor algum dia, eu te procuro.
—Tudo bem por mim. — Ela o abraçou, rindo contente. — Te vejo amanhã. Boa noite.
Ela seguiu para fora do consultório, encontrando Lana no térreo, perto da recepção do prédio, movendo as mãos pelos braços para se esquentar. Laura a abraçou, beijando sua cabeça e a apertando contra si, observando a chuva cair pelas paredes de vidro.
—Você está bem? — Perguntou mais baixo de maneira confidencial. — Foi tudo bem na sessão?
—Sim. Ele era simpático, paciente, amigável. Fez sentido o diagnóstico. Eu vou me tratar, não se preocupe.
—Claro que me preocupo. Eu quero o melhor para você. Quero que esteja bem.
—Eu vou ficar. Amanhã mesmo falarei com meu analista.
—Rob disse que sugeriu alguém presencial. Pode trazer mais benefícios.
—Sim, eu sei. Eu farei isso se meu analista não estiver disponível para algo mais frequente dentro dos meus horários. Seria mais fácil ser com ele, já que ele sabe todo meu histórico.
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Nossa Vida Juntas
RomanceLana está superando um divórcio após anos numa relação intensa, e não esperava se apaixonar por uma de suas alunas da academia de dança. As coisas mudam quando sua aluna e a namorada demonstram interesse nela, e propõem uma relação. Envolvida por Io...
