- CAPÍTULO TRINTA E SETE -

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Meu final de semana foi bom, não pensei tanto no Collin.

Ok, uma puta mentira.

Esse moleque não sai dos meus pensamentos.

Eu comi carne e bebi vinhos, nadei e gritei para um jogo de futebol na praia.

Conheci um carinha legal ma praia mas nada de mais. Passou rápido.

Não tive mais pesadelos.

Minha mãe está pulando e balançando os peitos de tão alegre que tá.
Os pais de David adoram ela, além de amarem seus pratos.

William está cuidando do restaurante esse final de semana, para sua chefe se divertir.

A casa de praia é grande e bonita.

Não me lembro da última vez que entrei em uma jacuzzi.

E foi nessa maldita que lembrei de Collin e corri para o quarto para escrever uma carta.

Eu não sei se ele sente minha falta como sinto a dele, mas só de pensar que não, sinto um frio na barriga.

" Querido, Collin
Me desculpe pela última vez, eu não sabia o que fazer. Não quero que nossa amizade acabe ou  que as coisas fiquem estranhas entre a gente. Eu não iria saber lidar com isso.
Peço que volte a pular minha janela, merda! Estou sentindo sua falta. Somos almas gêmeas, lembra?
PS: Você me fez eu sair de uma jacuzzi para te escrever. "

Joguei a carta na minha mala e me deitei.

Eu vou voltar amanhã, posso ir falar com ele ou esperar até que ele venha.

A opção dois parece mais comigo mas eu sinto que vou atrás dele mesmo assim.

— Vai querer bolo, Liz?— A mãe de David pergunta ao abrir a porta.

— Não, Karla. Obrigada.— Sorrio agradecida.

— O que você tem, menina?— Ela entra e fecha a porta.

Ótimo!

— Nada, estou muito bem.— Digo me remexendo na cama.

— Não parece, você está distante e mais quieta que o normal.— Ela se senta ao meu lado.— Está doente?

— Não, estou bem.

— Olhe aqui.— Ela diz me fazendo olhar suas lentes do óculos de grau.— É alguém.

— Claro que não.— Me deito e jogo a coberta até o pescoço.— Estou com sono.

— Esse sono tem nome.— Ela toca minha testa com a ponta do dedo.— Sou velha o suficiente para ler mentes, Liz. Não minta pra mim.

— Podemos conversar amanhã?— Faço um bico e bocejo.— Estou com sono, de verdade.

— Tudo bem, logo cedo.

Ela saiu e eu não compri com minha palavra.

Eu não gosto de me abrir e ainda mais em relação a Collin.
Nem minha mãe sabe sobre ele, na cabeça dela somos amigos.
E é o que somos mas isso está me deixando maluca.

Não quero que ele me ignore, talvez quando eu voltar possamos conversar e dar um ponto final a isso.

Não deveríamos ter transado. Não deveríamos ter nos beijado.

Que ódio, eu odeio isso.

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