Capítulo 22

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ANAYA

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ANAYA

Minha cabeça tá explodindo por causa de ressaca, sério. Pensei que minha mãe ia parar na segunda caixa e depois ainda veio o bonito para comprar mais duas caixas. Quando entrei, já estava pra lá de Bagdá.

Mas to aqui firme e forte no uber para ir lá na clínica visitar a Maria, fiz um café pra gente e tenho certeza que a minha bichinha vai amar.

Assim que cheguei em frente a clínica, paguei o uber e minhas bolsas já estavam na mão. Mordo meu lábio um pouco nervosa e finalmente tomo coragem para entrar.

Vou até o balcão de informação e entrego minha identidade, assino meu nome no caderno de autorização e já vou para o quarto da mesma.

Abro a porta já na base do soco porque esaa cachorra não me atendia de jeito nenhum, chamei logo a moça para abrir. Quando fui ver ela estava no banheiro tomando banho, sentei na cama e aguardei ela sair.

Maria: Mentira? Anaya, você é louca? Isso é de comer, irmã?

Solto uma gargalhada me levantando para abraçar a mesma e ela pulou em cima de mim, o problema é que ela é uma cavala e eu sou um palito de fósforo. Não dá para segurar e não cair.

Anaya: Como você tá irmã? Me conta tudo, trouxe bolo, fruta e o café do jeito que você gosta. Só porque eu te amo mesmo, vem, vamos comer.

Maria: Eu te amo, muito! Você é incrível, pensei que nunca viria comigo. Juro, quando nos tá na merda ninguém fica no nosso lado, e eu sempre soube o quanto se importava comigo

Anaya: Você ainda duvidou? Aprende uma coisa, vai ser nos duas para sempre. Não já disse isso?

Fiz um biquinho e logo dei um selinho nela, não sei vocês mas desde pequena tenho esse habito tanto com ela quanto com a minha mãe. Abraço ela com força e é ai que eu reparo o estado da maria, ela emagreceu bastante, o brilho dos olhos dela está um pouco apagado e ela já olhou para porta 5 vezes desde que eu entrei.

Sei que é difícil e ela está a pouco tempo aqui, mas já vejo a mudança que ela se encontra. Minha irmã vai ficar bem e eu ainda vou atrás dessas filhas das putas que juravam que eram amigas dela é só fuderam a vida da minha irmã. Mas deixa estar, que a vida cobra!

Maria: Anaya, senta aqui! Deixa eu falar uma coisa?

Anaya: Claro né, Maria. Tô aqui para sa...

Maria: Olha - ela me interrompeu e eu entendi que aquele era o momento de eu me calar e servir somente para ouvir minha irmã. - Me perdoa. Meu Deus, me perdoa! Eu não sei onde estava com a cabeça quando comecei a andar com as meninas, eu estava tão deslumbrada com essa vida de ter novas amizades e pessoas que aparentemente gostavam de mim. Eu fiquei tão empolgada de ter outras amizades...

As lágrimas caiam de seus olhos e única coisa que eu poderia fazer, era secar suas lágrimas. Puxei a mesma para se deitar em meu colo assim que me sentei em sua cama.

Maria: Eu não queria me envolver com o pitbull. Acontece que eu já tinha experimentado a cocaína, conheci ele quando eu e as meninas tínhamos ido na boca para comprar. Tinha um cara, que ele ficava com a Beatriz. Ele estava roubando o pitbull. Para piorar, a beatriz é a fiel dele. Ele estava querendo se vingar do Pitbull porque ele deu moral para o L7 tirar ele do posto que estava, viciado do caralho.

Balanço minha cabeça não acreditando em tudo o que ela estava falando, sinto minha cara esquentar logo.

Maria: Ele estava com tanta raiva por terem colocado ele como vapor de novo, enfim. Eu comecei a ficar com o pitbull, no começo era por interesse mesmo. E eu não roubei dinheiro nenhum dele, acontece que uma colega da mulher dele viu ele entrando no barraco junto comigo e ela começou a gritar falando que ia contar para a mulher dele, ele se desesperou e começou a falar que estava desenrolando comigo porque eu tinha roubado ele. Você acredita? Eu posso ser viciada, mas não sou ladra!

Arregalo meus olhos e acaricio seu cabelo já anotando tudo na cabeça, porque eu ia acabar com a vida desse pitbull. Corno do caralho, jogou isso para a maria para a colega da mulher dele não jogar ele na roda.

Maria: E outra coisa, aquelas drogas não fui eu que roubei. Porque depois desse rebuceteiro, ele me levou para boca. O teu bofe tava lá. O pitbull começou a me bater, como se a culpa fosse minha pela mulher dele ser corna. Já que ele é o presente de Deus e eu a piranha. Realmente, eu vivia na boca porque na hora de comer minha buceta e pedir para mim entregar drogas para ele na faculdade tava gostoso, o problema começou quando esse ex vapor dele começou a roubar droga porque era um viciado de merda que tem mulher viciada também. Enfim, eu nunca peguei droga fiada, nunca mesmo! Comprava com o meu dinheiro, sempre foi assim. Mas naquele dia, quando ele começou a me bater o L7 ainda tentou me ajudar, junto com um amigo dele. Só que a beatriz veio falando que o marido dela tinha sido vítima, que ele não usava com frequência e quem pegava as drogas sou eu e ainda colocaram cocaína na minha bolsa. E eu nem sei como.

Respirei fundo tentando me acalmar de tudo que ela falou e eu sinceramente tô tentando entender como as pessoas podem ser tão sujas ao ponto de jogar os outros assim e bucha!

Maria: A minha sorte e que o seu bofe tava lá, se não eu já estaria morta.

Anaya: Que eu vou colocar essa favela a baixo, Maria! Juro por Deus, perco minha vida mas esses filhos das putas vão pagar por tudo que fizeram com você ou eu não me chamo Anaya.

Enfim, finalmente começamos a comer e essa historia batucou minha cabeça a manhã toda. Eu não acredito que fizeram isso, me nego mesmo em acreditar que as pessoas sejam tão podres assim. A Maria poderia ter morrido, por causa de mentira.

Me despedi da Maria e pedi o uber para voltar para o morro.

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