Capítulo 42

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LENNON|L7

- Pitbull, cadê o dinheiro porra? Tá de marola com a cara de bandido, só pode. Seguinte, se não aparecer esses 40 mil, tu vai pro desenrolo.

Papo reto, nunca vi o VT com tanto ódio. Há 4 dias atrás Pitbull pegou 40 mil, alegando que ia comprar as munições e as armas quando na verdade ele pagou uma porrada de coisa pra mulher dele. Só sei que hoje ela brotou na favela com peito, cintura fininha e uma porrada de coisa no corpo.

Problema é que ele tirou dinheiro da onde não era pra tirar, menor, no dia que minha mulher me pedir alguma coisa. Vou até no inferno pra conseguir, papo reto. Mas não preciso roubar de boca pra isso, dobro de turno, faço o que tiver que fazer mas não roubo ninguém.

- Quem manda nessa porra sou eu, se peguei dinheiro quem tem que resolver isso sou eu caralho. Se mete não, VT.

- Já é então, vou pedir uma reunião com o paizão e os menor do comando. O que é teu tá guardado, pode dormir com um olho aberto e o outro também porque tu vai rodar, comédia.

Ih, foi só o VT soltar o verbo que o Pitbull já levantou o fuzil pra ele, junto com os menor que fecha com as vacilações dele, já apontei meu fuzil na cabeça do pitbull. Quer cantar de galo, vai cantar na puta que pariu.

- Já te falei que o mesmo vento que venta ai, venta aqui também, menor. Atira aí, porra. Mas te levo junto comigo pro inferno.

Coloquei o dedo no gatilho e só vi alguns bico virado pra mim, dá em nada não menor. VT tava cheio de ódio mas sabia que não podia matar o pitbull agora, mas dá vontade.

- Eu gostava de tu L7, te considerava como irmão. Ajudou a levantar a boca, como, na maior responsa mas agora tá tramando contra mim. E eu não crio cobra pra me picar, papo reto.

As armas foram abaixadas mas eu continuei com o bico encostado na cabeça dele, confio em ninguém, muito mal no VT e no piloto isso porque sempre fecharam comigo no claro e no escuro. Nunca me fizeram duvidar da lealdade deles, por isso confio mermo e pelos meus eu mato e morro.

- Se liga, então. Cansei de falar que não se pode confiar em qualquer um.

Abaixei o fuzil e já vi o VT saindo de perto batendo o pé, o menor tá cheio de ódio, capaz de chutar o balde antes do plano vir a tona.

Sentei em frente a boca com os menor tudo me olhando e a única coisa que eu fiz foi virar a cara, dou confiança pra ninguém. Zero moral pra esses filhos das putas. Mas minha atenção mudou quando vi minha preta saindo de casa com cara de poucos amigos pra ir no salão, cismou que quer colocar trança e eu dei um dinheiro na mão dela.

Ela até tenta negar mas quando insiste pela terceira vez ela aceita e ainda pede mais para alguma coisa, aquilo é só charme para tu continuar insistindo. Conheço bem essa peça, minha sogra tava indo junto. Já levantei logo e atravessei a rua para falar com ela, capaz de ela me capar se eu não falar com ela.

- Fala minha paixão, tá bonitona hein.

Ela dá um sorriso bonitão mas eu passo por ela e vou falar com a minha sogra, tá maluco, coroa inteira mermo. Nem parece novinha.

- Para de ser sonso, que você nem 3 carinhoso assim. Ô, você vai vim aqui em casa que dia? Seu safado, sequestra minha filha e não vem almoçar comigo. Tô de olho, Lennon.

- Ih, qual foi. A senhora sabe que me amarro na tua, amanhã vou brotar. Naqueles piques.

- Vem cá, tá esquecendo de alguém não? - Anaya bateu logo os pés no chão e cruzou o braço, cheia de ódio a nega. Puxei logo ela pra ficar perto de mim e dei um selinho em sua boca.

- Esqueci não preta, vai lá no salão agora?

- Vou, não aceito menos que sair gostosa de rosto

- Ué, vai fazer cabelo ou nascer de novo?

Franzi o cento fingindo duvida e ja senti a mão pesada da filha da puta no meu pescoço, soltei um sorriso de lado e abracei logo sua cintura.

- Vai lá, vê se não fica na rua. Hoje o bagulho vai ficar doido, já é? Qualquer coisa, me liga que eu trago vocês pra casa.

- O que vai acontecer? Lennon, não inventa de morrer. Porque se você morrer, eu faço pacto com o diabo mas te trago de volta pra te arrebentar. Tá avisado, nova demais para ser viúva de macho que nem me pediu em casamento ainda.

Dou um sorriso de lado e deixo um beijo em sua testa tranquilizando ela e a minha sogra, tá maluco, essas duas perturbam meu juízo

- Para de ser sonso, eu você nem é tão carinhoso assim. Ô, você vai vim aqui em casa que dia? Muito safado, sequestra minha filha mas não vem me ver. Tô de olho, moleque.

­­- Vou vim aqui essa semana. As coisas vão melhorar logo e eu vou ficar mais tranquilo. Já é?

Observei logo minha nega com a mão na cintura cheia de ódio da minha cara, mas acabou rindo quando eu puxei ela para mais perto de mim e dei um beijo em sua testa. Não adianta, mete essa marra toda mas não aguenta ficar muito tempo sem falar comigo. Sempre assim, mete essa de ficar com raiva e quando vai ser já tá com esses risinhos pra cima de mim.

- Coe, neguinha. Já vai para o salão? Se liga quero falar um bagulho contigo.- quando eu falei isso, minha sogra parece que entendeu na hora, disse que ia falar com a vizinha e já voltava

- O que houve? Alguma coisa séria?

- Não queria falar esse bagulho na frente da sua mãe, tá ligada? Ia pedir pra tu ir no salão amanhã. Hoje vai ter operação, não quero vocês na rua. Ainda mais que não sei a hora que vai acontecer, faz esse favor?

- Você vai ficar bem? Me promete que eu não vou ter que reconhecer seu corpo em algum lugar ou ter que bancar a enfermeira, olha, você sabe que eu não agu...- c

- Nada vai acontecer. - assegurei ela a puxando para perto de mim, não tenho certeza, mas não ia deixar ela com esses pensamentos.

Quando entramos para o crime, não temos certeza de nada. A vida se torna vaga, não sabemos quando vai ser nossa última refeição ou se vamos fazer uma. Mas nunca deixaria minha mulher com essa aflição em casa. Papo de sujeito homem mermo.

- Confia em mim? Porquê vou dormir contigo hoje e assim que acabar isso, venho pra cá. Mas me promete que não vai sair de casa hoje.

- Prometo, eu vou fazer strogonoff e quero você aqui na hora pra jantar. Se der a hora e você não estiver aqui, vou atrás de você. Acho que me conhece o suficiente para saber que sou maluca e vou mesmo.

- Sei que sim, mas fica dentro de casa, doidona. Relaxa, você me quer aqui na hora da janta e eu vou tá

Segurei sua cintura e dei um sorriso de lado, por mais que não pudesse garantir nada e ela sabendo o quanto quero está falando a verdade, acaba acreditando que realmente é verdade. Isso pra mim é suficiente, comecei um beijo lento e pressionei mais sua cintura.

Papo reto, sou apaixonado pra caralho. Tentei evitar o máximo essa garota, mas ela não desistia nunca de me perseguir e quando fui ver, já estava amarradão nela.

Vivaz (EM PAUSA)Onde histórias criam vida. Descubra agora