Capítulo 27

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L7

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L7

Porra a troca de tiros estava frenética, pra quem não sabe, o chapadão é vizinho da pedreira que são facções diferentes e direto tem confronto. Tanto de lá quanto de cá, os cara ainda teimam de tentar pegar o chapadão pra eles. Precisam ser inteligentes porque aqui é enorme, separado por vários complexos. Desde Gogó da ema até o Himalaia. Brabão de conseguir entrar aqui, mas os cara também não são fracos não.

Os mesmos que caíram aqui, caíram lá também. Tô todo ralado nessa porra de tanto que pulei pelas vielas, tá foda. Dessa vez passei raspando, pô. Mas também não fugi da guerra, se é pra morrer que seja como homem e honrando a favela onde fui nascido e criado.

Mês que vem vai ter reunião com os grandes do tráfico, vou só como segurança do pitbull mesmo. Por mais que eu não concorde com o mandato dele, ele ainda é meu chefe e o piloto já pediu urgência no bagulho. Provavelmente deve rodar por lá mesmo, quero nem saber dessa porra. Desde que não afete os meus, pode morrer até o papa que eu tô pouco me fodendo.

VT: L7, presta atenção porra. Tá aí viajando.

Ouvi o VT me dando um tapão na cabeça e só olhei serinho pra ele, tô viajando já nesse bagulho aqui da favela. O pai merece um descanso também né, tô aqui com os crias no bar da dona Cleide. Coroa fortalece sempre.

L7: Visão, menor. Vai brotar no baile hoje?

VT: Claro, porra. Já me viu faltando um? Vou nem dançar hoje, ficar tranquilo.

L7: Ah, vai ficar de parede? Se for, fica em casa mermo. Coe menor, mostra pra ele como quebra no baile.

Chamei um menorzinho que tava com o radinho, parecia ter só 14 anos. Mas na hora que ele começou a lançar os passinhos eu só conseguia rir com os menor. Namoral, gasto minha onda com esses menor.

VT: Hoje vai ser só jogada ensaiada, L7. Dois pra cá, dois pra lá e muito lança pra ficar tranquilo.

Virei o rosto encarando o piloto que já chegou cumprimentando geral, puxei uma cadeira pra ele e entreguei a cerveja.

L7: Pego minha maconha e vou embora, daqui a pouco o ratin começa a falar da qualidade do pó e tu vai querer trocar o lança.

Solto uma gargalhada vendo o ratin fechar a cara e ameaça a jogar uma granada, que isso pô. Levou pro coração.

VT: Leva pro coração não mata rato, não era nem pra tá com granada, no jeito que tu é burro mata todo mundo aqui.

VT era foda, quando pega pra gastar não tem quem não fique puto. Me amarro de graça nesse menor, mas hoje vou ficar tranquilo no baile com a surtada lá. Vou dá essa moral de ficar no meu lado, bonito pra caralho, muita areia para o carrinho de mão dela.

Vivaz (EM PAUSA)Onde histórias criam vida. Descubra agora