ANAYA
Pois eu quero ver até quando essa paz entre mim e o lennon vai durar porque falei com ele que não sou bobeira, e nem filha de chocadeira para ele usar e abusar como quiser.
O bofe tá calminho esses dias e eu já falei que pra ele não tem segunda chance. Eu deixei claro que estamos em um relacionamento, Alice vive falando que que sou maluca mas sou mesmo. Porque se eu não coloco ordem no galinheiro, ele fica querendo cantar de galo e se ele é 8, eu sou 80.
- Mona, estava pensando em faltar essa semana na faculdade para fazer hora extra. Tá cada vez mais difícil, minha mãe estava precisando de um remédio e eu tô no zerada mesmo.
Olhei serinha para a Layla, não aguento isso, essa garota sempre tá comigo no claro ou no escuro. Sempre mesmo, desde quando nos conhecemos por aquela briguinha boba. Ela é orgulhosa mas precisa saber que não está mais sozinha, eu sempre fui assim, tiro de mim para ajudar os outros mas odeio ver os meus na merda.
- Quanto é o remédio, pretinha? - fiz um bico acariciando o cabelo dela enquanto a Alice procurava uma série na televisão, mas logo tirou a atenção para olhar a layla.
- Layla, esquece esse negócio de perder aula na faculdade. Você lutou muito para conseguir passar na UFRJ, a gente pode te ajudar e isso não vai ser discutido.
- Pois eu concordo com a Alice.
Pontuais enquanto continuava o carinho no cabelo da Layla, essa menina é nova demais e carrega o peso do mundo nas costas. Eu entendo bastante, já que quando eu não tinha o dinheirinho do estágio e do meu trabalho, era só minha mãe. Isso me fez querer estudar mais, me dedicar mais e finalmente chegar onde cheguei e sei que para nos três o céu é o limite.
- Não precisa... E-eu vou dar um jeito, sempre dou.
- Nada disso bonita, NÓS vamos dar um jeito. Esquece esse negócio de que está sozinha, lembra do que eu disse? Nós três vamos mudar as estatísticas e seremos fodas. Então precisamos nos ajudar sempre! Ouviu? Sempre!
Dou um sorriso para a Alice e uma coisa que sempre fico observando nela é o quanto ela é luz na vida das pessoas, sempre com uma palavra amiga e tentando ajudar a todos. O coração dela é lindo, mesmo que muitas vezes não pareça porque ela sempre tenta esconder esse lado dela, mas eu admiro demais a mulher que ela é.
- Ok! Obrigada mesmo, eu nem sei como retribuir tudo que vocês fazem por mim, sério mesmo!
- Simples, continua a faculdade, daqui há 2 semestres vai está fazendo estágio e vai poder pagar o balde de cerveja.
Acabou que soltamos uma risada e já perguntei logo o nome do remédio que a mãe dela precisava, começamos a pesquisar um lugar que fosse mais em conta e conseguimos achar, por mais que o preço não fosse o mais acessível, conseguimos comprar duas caixas o que fez a Layla ficar mais tranquila e insistindo que pagaria por eles assim que recebesse.
Dei um beijo na testa dela e vejo seu sorriso se iluminando, eu amo essas garotas. Mesmo! Quando eu precisei, estava pra baixo mesmo, elas ficaram comigo, até chocolate quente fizeram, sempre zelaram pelo meu bem estar. Mesmo quando eu não queria comer e a Alice do jeito paciente dela me dava até na boca para me fazer ficar constrangida e comer de vez.
- Certo, resolvemos o problema do remédio da tia e ele vai chegar amanhã, vão entregar aqui em casa e eu peço pra minha mãe levar lá, Layla.
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Vivaz (EM PAUSA)
Teen FictionNós driblou toda essa falta de oportunidade. Conseguimo e tô vivendo da minha correria, quem diria?
