Capítulo 55

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Anaya

Anaya: Espera, você o quê?- abro minha boca várias vezes ouvindo o Lennon contando sobre os policiais que mataram minha sogra.

L7: Achei os filhos das putas que mataram minha coroa

Anaya: E você tá bem quanto a isso? Lennon, eu sei o quão difícil é superar a morte de alguém importante na nossa vida mas você precisa se acalmar. Tá atordoado, amor.

Tentei me aproximar mas o mesmo se afastou dando alguns passos para trás, franzi o cenho desacreditada e ele só continuou olhando para mim sério, bom eu conhecia bem esse olhar e sabia que ele não deixaria o que aconteceu com a dona Silvana impune, por mais que eu ache que deva deixar pra lá e seguir a vida.

Claro que entendo o lado dele, no seu lugar eu nem sei o que faria. Porque dói, e eu dor pode destruir.

L7: Me acalmar? Caralho, tô calmo, pô. Já não sei ele, mas eu tô tranquilão. Minha coroa vai ser vingada, o que fizeram com ela foi judaria e eu prometi pra ela que acharia quem fez isso e eu achei...- cortei ele de vez, apenas o fazendo se calar-

Anaya: Você fez alguma coisa?- Ele apenas cruzou os braços e sentou na própria cama, quer dizer, nossa cama porque o que é dele é meu, só não sabe disso ainda.

L7: Você vai ter estômago pra saber? Se não tiver e for me julgar no bagulho, é mais fácil nem perguntar. Não minto pra tu e você sabe disso, não vou te esconder nada. Mas tu tem que lembrar que tá se relacionando com bandido, e eu não tô aqui só para brincar de trocar tiro.

Eu abri e fechei a boca várias vezes, é claro que minha curiosidade vai além de tudo e eu quero saber. Mas alguma coisa cutucar minha razão para dizer que eu não gostaria de saber sobre esse assunto, e que eu não gostaria da resposta.

Anaya: Isso vai respingar em mim? Porque se o que você fez foi tão grave, vão vim atrás de você e eu tô no meio de tudo isso.

L7: Você entrou nisso sabendo que sim, entrou na porra dessa relação sabendo quem eu era e o que eu fazia, até mesmo da disposição pra fazer. Não posso garantir nada, mas vou fazer de tudo para que não.

Anaya: Escuta bem o que eu vou falar agora, eu vou reforçar uma coisa que eu sempre falei. Se você for preso, eu não puxo cadeia. Tá ouvindo? Eu sou muito bem resolvida comigo mesma, me amo muito além de te amar e pra mim isso não me faz te amar mais. Ok? Se você morrer por causa dessa sua vingança que te cega, eu te trago de volta só para dar na tua cara até você entender que isso não vai trazer a dona Silvana de volta. Infelizmente a fatalidade aconteceu e nada se pode fazer para voltar no tempo e mudar.

L7: Eu mermo não quero que tu puxe cadeia por mim, fica tranquila. Lá dentro não te quero, só não se mete no que não te convém. O bagulho vai ser resolvido e eu sei que minha coroa nao vai voltar, mas se minha mãe caiu, vai cair a família de todos eles. Com mãe não se mexe, é sagrada pra caralho, tu vai entender isso quando perder a tua.

Me calei dessa vez né, aí já não é meu lugar de fala. Minha mãe tá viva, com saúde graças a Oxalá e muito bem. Infelizmente não é o caso dele e eu sei que não posso opinar sobre isso, mas posso aconselhar.

Anaya: Só tenta não morrer, se machucar, e ferir ou matar quem não tem nada haver com essa história entre você e esses polícias.

L7: Eles mataram minha coroa, Anaya. Vai rodar todo mundo, envolvido ou não. Ela também não tava envolvida no caô comigo, mas mesmo quando viram que ela entrou na minha frente, eles continuaram atirar, vou fazer o mesmo, vou mexer com cada um.

O mesmo me puxou e por incrível que pareça eu quem me afastei dessa vez, não existe isso de meter pessoas e fazer elas sofrerem pelas coisas que outras pessoas plantaram. O que houve com minha sogra foi uma fatalidade e ele não pode se igualar aqueles policiais.

Vivaz (EM PAUSA)Onde histórias criam vida. Descubra agora