Capítulo 29

6.1K 330 56
                                        

Layla

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Layla

Eu sou a Layla. A barraqueira, se for para pagar pau, eu pego. Mas não apanho, sou ruim mesmo!

Moro aqui no morro com a minha mãe, ela tem um problema sério abessa no fêmur. Teria até que operar mas infelizmente no momento, nem eu nem ela tem condições de pagar essa cirurgia. Mas tá tudo tudo bem, se vocês acham que a velha sossega, duvido! Vice pra lá e pra cá, batendo perna, fazendo uma faxina aqui e ali quando não está sentindo dor.

Mas não não caô não, nunca fugi de trabalho e muito menos de estudo. Graças a Deus e a minha dedicação, tenho uma bolsa de 100% na faculdade de nutrição. Posso dizer que sou muito boa no que pretendo fazer futuramente.

Minha mãe sempre disse que o máximo de informação que podemos guardar é de extrema importância, ela é perfeita e sempre me impulsionou a ter um futuro bom.

Já faz um tempo que não me relaciono com ninguém. Primeiro que eu não tenho tempo, segundo que a maioria desses homens daqui não valem nada e outra que nem paciência tenho para ficar me submetendo ao ridículo de bater no peito para dizer que sou mulher de bandido.

Esses homens daqui são emocionados demais, ficam contigo hoje e no dia seguinte já vem falando que você está no nome dele ou te ligando como se você fosse algum tipo de posse somente deles. Crê em Deus pai, se tem uma raça emocionada é bandido! Posso dizer com certeza.

Acabei de conhecer a Anaya, não sou uma pessoa de muitos amigos porque falam que eu sou mal encarada. Nem ligo, quanto menos melhor!

Porém, essa garota é uma peça cara. O mal dela é o deboche, porém me mata de rir toda vez que fala.

Me arrasou todinha, o tempo todo. Até fazer minha sobrancelha, sério! Eu fiquei desacreditada com essa garota, fui pra pegar ela mesmo. Duvido, indo para o trabalho e ficar escutando gracinha.

Quando fui no portão dela, a mona ainda falou que não queria apanhar. Só sabia rir, não sei se fiquei desacreditada ou foi o nervoso mesmo de ninguém nunca ter tido esse tipo de atitude.

O baile tava rolando e posso falar uma coisa? Tava o próprio inferno, muito bom! Anaya já sumiu essa salada, mas tá bom, no lugar dela até eu sumia.

Eu e a Alice nos demos muito bem, ela é uma graça! Resolvemos ficar né, porque quem tá na chuva é pra se molhar e hoje eu não tô para o crime, eu tô para a máfia toda!

Comecei a dançar com a bonita e toda vez que íamos até o chão e pensava mil vezes, porque a carinha é de 20 mas o espírito com certeza é de 60.

Vivaz (EM PAUSA)Onde histórias criam vida. Descubra agora