Epílogo

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ARIANA

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ARIANA

— Está nervosa? 

Olho para Damien e ele abre um sorriso reconfortante. É claro que ele sabe que estou com os nervos à flor da pele; minha mão, essa a qual ele está segurando, está ensopada de suor, e eu não consigo parar de enxugar a palma da mão livre no jeans da calça. 

— Um pouco — confesso. 

— Tudo vai dar certo — garante ele, a voz doce. — Você não precisa ter medo. Vou estar com você a todo momento, lembra? Somos uma equipe. 

— Eu sei, mas… é que… tenho medo de ele ou ela não gostar de mim. 

Damien leva minha mão, essa onde uma aliança fina de ouro brilha em torno do anelar, aos lábios, depositando ali um beijo cálido. O leve roçar dos seus lábios me acalma. Ele sempre sabe o que fazer para me transmitir paz; tem sido assim ao longo desses quatro anos de casamento. 

— É impossível alguém não gostar de você, meu amor. Você é perfeita. 

Reviro os olhos, mas acabo sorrindo. 

— Bom… acho que não podemos ficar aqui parados para sempre, né? — Encaro a fachada do lugar à nossa frente. 

— Tem certeza que está pronta? — pergunta ele, relutante. 

— Contanto que você esteja ao meu lado, sim. 

Ele olha dentro dos meus olhos. 

— Eu não vou a lugar nenhum. 

Damien segura a minha mão e, juntos, avançamos na direção do orfanato. A assistente social já está à nossa espera, e depois dos cumprimentos, ela nos leva por uma breve tour pelo lugar, mostrando os lugares onde as crianças passam o seu tempo, e uma delas será nossa. Eu mal consigo me conter de tanta ansiedade. Quero tanto ter contato com elas, poder conhecê-las, fazer parte da vida delas… o meu desejo de ser mãe vem crescendo cada vez mais ao passar do tempo, e agora eu finalmente vou poder realizar o meu sonho. 

— Vocês receberam o catálogo das crianças que estão disponíveis — diz Emma Hudson, a assistente social. — Mas, sinceramente, eu não gosto dos catálogos. Faz parecer que as crianças são animais em exibição. 

— Não estamos aqui por causa do catálogo — diz Damien. — Vamos apenas seguir os nossos corações. 

Troco um olhar de agradecimento com ele. Damien tem sido tão bom para mim… não há dúvidas de que será um ótimo pai. 

— Isso é ótimo — Emma se detém a uma porta e se vira para nós dois. — Há outros pais lá fora. É dia de visitação. Vocês podem conversar com algumas crianças, tentar se identificar com algumas… levem o tempo que for necessário. Se vocês decidirem ir adiante, eu ficarei muito feliz em ajudar. 

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