Maju
Enquanto estava no banheiro ouço alguém chegar.
Me despacho pensando ser um soldado, vindo buscar uma arma.
Ao chegar na sala vejo Luan deitado no sofá.
Maju: A você, achei que era soldado. - sento na minha cadeira.
Luan: Eae. - fala sem nem me olhar.
Reparo que meu celular está fora do lugar, normalmente deixo ele entre o computador e a parede, agora estava em cima do caderno de anotações, lado totalmente oposto. Pego meu celular e vejo se tinha alguma mensagem, bloqueio não vendo nada e coloco no lugar de sempre.
Jaca: Eae meu irmão. - comprimenta o Luan ao entrar na sala. - Ae pega lá uma Glock com quite rajada. - me pedi.
Me levanto e vou até ela, pego a e levo até a mesa.
Maju: Quantos pentes ? - pergunto.
Jaca: Me da 2.
Vou lá pego os 2 pentes e coloco junto da Glock, pego meu caderno e anoto.
Pedro Marcelo vulgo Jaca - Glock com quite rajada // 2 pentes - 10/05 16:07
Ouço a conversa abestalhada deles sobre mulheres enquanto tento me focar no computador.
Assim que Jaca vai embora, Luan chama minha atenção.
Luan: Nos precisa conversa. - encaro ele. - Olha pro computador porra, Finge que tá tudo normal.
As câmaras viam tudo, mas não conseguiam escutar o que dizíamos.
Maju: Qual foi? - pergunto fazendo o que ele disse.
Luan: Nos vai trocar ideia no final do turno.
Maju: Sobre?
Luan: Se o Perigo te accionar, você fala que hoje não dá.
Maju: Ce tá chapado?
Pergunto pois não seria a primeira vez que ele chegava aqui desse jeito.
Luan: Faz o que eu te disse.
Maju: Tá.
Pego meu radin.
- radin on -
Maju/ Perigo
Qual foi?
Maju/ Vai passar aqui hoje ?
Não, to sem tempo.
Maju/ Jae.
- Radin off -
...
Meu dia termina, e Luan ficou aqui até o fecho.
Luan: Vamo no beco 6. - diz assim que fecho o portão do bunker.
Sigo ele.
Maju: Qual foi Luan? - pergunto ao chegarmos num beco sem iluminação.
Luan: Acho que o jogo virou.
Maju: Como assim ?
Luan: Agora eu também tenho algo contra você, que se o Perigo descobrir. - se encosta na parede. - Vai dar ruim pro cê.
Maju: Do que você tá falando ?
Luan: Deixa eu só perceber uma coisa.
Maju: Fala logo Luan, to com tempo não.
Luan: Você prefere que eu te chamo de Maju ou Agente Collins ?
Arregalo os olhos.
Maju: Não to te entendendo. - finjo de sonsa.
Luan: Não precisa mentir, hoje mais cedo vi uma mensagem no seu celular. - acendi um cigarro. - Não se preocupe eu apaguei a mensagem, como disseram, sabe para nenhum bandido ver. - debocha.
Maju: Devia ser algum vírus. - digo dando as costas para ele, na intenção de ir embora.
Luan: Agora faz sentido, você querendo fazer parte do movimento. - ri ao pensar em algo. - E ainda se tornou puta do dono do morro. - debocha. - De polícia a puta do morro, dava um belo título de filme.
Maju: Eu não sei do que você tá falando. - volto minha atenção para ele.
Luan: Para de mentir ! - empurra seu corpo no meu me encostando na parede. - Vou ser bonzinho com você, guardo a informação em troca de um favor. Te lembro alguém ?
Maju: Não tem como te ajudar, eu não to entendo o que você tá falando.
Luan: - respira fundo. - Negue o quanto você quiser. - alisa meu rosto. - Mas você tem até amanhã, final do dia, para soltar meu irmão da prisão. - toca seu polegar na ponta do meu nariz.
Maju: Cê tá doido !
Luan: Presídio José Frederico Marques, Daniel Silva 267895. - joga o cigarro no chão e vai embora.
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Operação de Risco
Teen Fiction"Bastou a gente fuder, eu vi, tava fudido Transas contra o tédio de domingo Paredão batendo e ela dançando Os cria passam droga A polícia passando Não há briga entre nós Mas vivemos brigando Vivemos brigando" Plágio é crime.
