Maju
Luan não é tão besta quanto parece, ele sabe muito bem o que está fazendo e onde quer chegar.
Em menos de uma semana ele me colocou dentro, e adivinha, eu administrava uma das casa onde guardavam o armamento do tráfico, ele achava que eu era bobinha e nem sabia o que estava fazendo, eu ajudava a imaginação dele, fazendo perguntas sem sentido.
Parei de trabalhar na loja de roupa, e passei a ficar meu dia todo fechada num bunker onde a decoração era composta por armas cobrindo as paredes do chão ao teto.
Perigo: Mano o que você tem na cabeça. - grita pro Luan.
Neste momento eles estão brigando na minha frente, pelo meu novo trabalho, pelos vistos o Perigo não confia em mulher para trabalhos no tráfico.
Luan: Confia em mim. - diz tentando acalmar o Perigo.
Tadinho, ele não podia dizer que estava sendo ameaçado por uma garota.
Perigo: Se der pro torto, você sustenta a bronca. - bate seu dedo polegar no peito do Luan.
Luan: Tá tudo controlado.
Eles saem da sala, me deixando la sentada.
Analiso todas as armas e fotógrafo as enviando em seguida para o departamento.
Dois dias depois
Meu dia aqui era muito tranquilo, apenas precisava limpar as armas e fazer anotações de quem vinha cá buscar.
O Perigo me acionava umas 3 vezes por dia no radin, quando não me acionava, aparecia pessoalmente para conferir meu trabalho.
Maju: Acho que ta se tornando perseguição. - brinco ao ver o Perigo entrar.
Perigo: É mais preocupação. - diz analisando se todas as armas estavam nos lugares certos. - Cadê a fuzil m16?
Maju: Deixa ver. - pego meu caderno com anotações. - Fuzil m16, tá com - passo o dedo na folha ajudando minha leitura - Pedro Marcelo vulgo Jaca, junto com 2 cintos de munição.
Perigo: E a 12 ?
Maju: O Ph levou hoje mais cedo. - falo lixando minhas unhas.
Ele tava certo em não confiar em mim, mas meu trabalho estava sendo bem feito, não tinha o que reclamar.
Perigo: Ae vou levar uma fuzil 162 e 3 carregadores. - fala se sentando no sofá que havia na sala.
Pego o Fuzil e os 3 carregadores e entrego a ele.
Maju: Qual seu nome ? - peguei meu caderno de anotações.
Perigo: Perigo.
Maju: O que tá na certidão de nascimento? - apoio a mão com a caneta sobre o caderno à espera de uma resposta.
Perigo: O vulgo basta. - sai do bunker.
Maju: Guzmán Andrade vulgo Idiota - Fuzil 162 e 3 carregadores - 12/04 14:39 - anoto lendo em voz alta.
Eu e o perigo, não nos envolvemos mais, ele deu uma esfriada comigo, não ficava me encarando mais, e sempre desviava o olhar ao cruzar com o meu.
Se tinha alguém que eu não entendia bem era ele.
Mas agora, estando onde estou, obtendo informações através do Luan, que sempre esta aqui me vigiando, não preciso ser puta de bandido.
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Operação de Risco
Novela Juvenil"Bastou a gente fuder, eu vi, tava fudido Transas contra o tédio de domingo Paredão batendo e ela dançando Os cria passam droga A polícia passando Não há briga entre nós Mas vivemos brigando Vivemos brigando" Plágio é crime.
