Perigo
Perigo: Qual foi? Agora tu confia nela? - falo questionando o Ph que apoiava o plano da Celina.
Ph: Mano presta atenção, eles sabem de tudo, nós temos a chance de conseguir nossa carga com o plano dela.
Perigo: Não faz sentido, porque ela vai ajudar nos agora.
Ph: Isso até quem tá de fora sabe. - encaro ele sem entender. - Ces dois se gostam e nem precisa vim com caô para cima de mim.
Perigo: Nada haver.
Ph: Quando cê vai admitir ? Quer que ela vá embora de novo ?
Perigo: To sem tempo pra você. - me levanto saindo da minha sala e da boca.
Pego minha moto e fico de giro na favela, nem sei onde vou, só não queria ficar ouvindo Ph no meu ouvido.
Ao descer uma rua vejo John conversando com a Celina, me aproximo.
Perigo: Quê que pega cria? - encaro John.
John: Viu quem voltou chefe. - aponto com a cabeça para a Celina que me olha e da um sorriso.
Perigo: To ligado, qual o papo do ces? - pergunto curioso.
John: Só tava dando boas vidas. - responde com um sorriso nos lábios e fecha ao ver meu semblante mudar. - Não chefe nada disso, com mó respeito, só perguntei se tava tudo bem, eu to ligado nas fitas.
Aponto com a cabeça para o caminho e John logo entendi e vaza.
Perigo: Sobe. - mando e ela obedeci.
Guio até minha casa.
Celina: Porque você me trouxe aqui? - diz assim que paro a moto.
Nem respondo, só mando ela entrar na casa.
Celina: Porque eu estou aqui? - repeti se sentando no sofá.
Perigo: Cê faz pergunta demais. - me sento no sofá oposto.
Celina: Perigo .. - interrompo ela.
Perigo: Fica calada vai. - ligo a televisão.
Celina: Preciso te contar algo.
Perigo: Manda o papo.
Celina: É sobre a morte do Luan. - encaro ela sério.
Me conta um pa de coisas, desde que o Luan e a Larissa ficavam a como ele morreu e que ela tinha mandado matar ele.
Perigo: Tu tá ligada, esse b.o seu, vai ser cobrado, mas não por mim. - aponto o dedo para ela.
Celina: Me perdoa. - vejo seu olho encher de lágrimas.
Perigo: Cê tem que pedir perdão a Deus, não a mim. - me levanto indo para a cozinha.
Pego dois salgadinhos na dispensa e duas garrafas de Coca-Cola, e jogo um de cada para ela, sentando do seu lado no sofá,
Celina: Tinha saudades disto.
Perigo: Eu também. - sussurro para mim. - Já sabe o sexo? - pergunto tentando parecer desinteressado na resposta.
Celina: Ainda não. - chupa seus dedos sujos do salgadinho. - Tem preferência?
Perigo: Não, mas se vim um mulekinho era foda, ia ensinar tudo pra ele, um dia esse morro seria dele. - viajo.
Celina: - ri. - Não vou deixar meu filho ser traficante.
Perigo: Polícia é que ele não vai ser.
Ela me olha meio incrédula, mas por fim sorri e retribuo sorrindo de volta.
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Operação de Risco
Teen Fiction"Bastou a gente fuder, eu vi, tava fudido Transas contra o tédio de domingo Paredão batendo e ela dançando Os cria passam droga A polícia passando Não há briga entre nós Mas vivemos brigando Vivemos brigando" Plágio é crime.
