Perigo
2W: Ae Chefe, tem um cara querendo falar com tu. - diz entrando na minha sala.
Perigo: Manda entrar.
Ele sai e um cara entra.
Perigo: Quem é tu? - pergunto sem o reconhecer.
Paulo: Sou morador da Rua Fernando Gabriel, me chamo Paulo.
Perigo: Tá e o que você quer ? - digo o apressando.
Paulo: Aa eu, tenho um filho que trabalha na polícia. - encaro ele sem entender onde quer chegar. - Ele me contou que tinha um infiltrado aqui no morro.
Perigo: Qual foi jão fala logo? - me levanto.
Paulo: Antes eu queria pedir um favor. - se senta.
Perigo: Como sei que não tá de caô?
Paulo: Tenho provas.
Perigo: Qual o favor ?
Paulo: Preciso pagar uma dívida a um agiota de 15 mil reais. - reviro os olhos e me sento.
Perigo: Você quer 15 mil pela informação?
Paulo: Isso.
Perigo: Se sua informação for verdade, eu lhe dou o dinheiro. Agora me fala, quem é o infiltrado?
Paulo: A Maria Júlia, que na verdade se chama Celina Collins. - suas palavras são como facas.
Perigo: Tu tem certeza ?
Paulo: Sim, meu filho me mandou uma foto dela fardada. - vira o celular para mim com a foto.
Pego o celular de sua mão e dou zoom, vendo a Maria Júlia fardada.
Pisco os olhos umas 20 vezes sem acreditar que aquilo era verdade.
Perigo: Pode ir embora. - digo vendo Paulo ainda sentando na minha frente.
Paulo: Meu dinheiro ?
Abro uma gaveta da minha secretária pegando um bolo de notas e coloco em cima da mesa.
Perigo: Se você contar para mais alguém, sou eu que vou te matar. - ameaço ele.
Ele pega o dinheiro e sai.
Isso não pode ser verdade.
Coço minha cabeça tentando entender, como eu deixei ela entrar na minha vida.
Levanto só o ódio e passo o braço derrubando tudo que tinha em cima da mesa para o chão.
Pego minha cocaina na gaveta e faço umas três fileiras na mesa, cheiro todas de uma vez.
Pego meu celular e mando uma mensagem para a Maju mandando ela ir lá pra casa.
Saiu da boca, com minha glock na cintura, pego minha moto e saiu catando pneu até em casa.
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Operação de Risco
Teen Fiction"Bastou a gente fuder, eu vi, tava fudido Transas contra o tédio de domingo Paredão batendo e ela dançando Os cria passam droga A polícia passando Não há briga entre nós Mas vivemos brigando Vivemos brigando" Plágio é crime.
