cap. 45

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Maya
Dia um, lembrança 1.

Era apenas mais um dia de trabalho, estava cansada e afim apenas de tomar um gelado, deitar e dormir.

Sai do consultório e fui direto para casa, mais se pudesse iria para outro lugar. Peguei um trânsito pesado por causa do horário de pico, me causando mais ainda estresse. Ao chegar em casa estacionei na garagem, peguei minha bolsa e meu jaleco branco, saio do carro e o tranco, abro a porta de casa já dando de cara com Carina e nossa filha nós braços na beirada do fogão.

Maya: - eu já falei para não ficar com ela perto do fogão, tá querendo queimar a menina?- jogo minhas coisas no sofá e pego minha filha- eu em, você anda fazendo cada coisa sem noção, parece que não é adulta- com Layla nos meus braços, sigo para o quarto, para tomar banho e dar banho nela.

Do banho nela, enquanto brinco com ela, mais não estou com muita paciência para fazer essas coisas hoje, então logo término seu banho e a levo para o quarto, a coloco na cama protegida pelas almofadas ao seu redor, pego sai roupinha e coloco nela, depois penteio seu cabelinho e a deixo deitada na cama enquanto vou tomar banho.

Depois de um banho não muito demorado, sai do banheiro, visto um short preto de moletom e uma blusa qualquer achei no guarda-roupa, me deito junto com Layla e enquanto ela fica focada no desenho na televisão, fico a observando.

Carina: - vai conversar comigo direito ou vai continuar me tratando como se nem fôssemos um casal?- a alguns dias avia observado que ela estava emagrecendo, mais não dei muito bola, deve está fazendo dieta.

Não respondo, continuo deitada observando minha filha.

Carina: - Maya, eu estou falando com você!- seu tom de alterou. Continuo calada- não né, pelo visto seu espírito de criança cresceu, se quiser comer, coma- ela pegou a toalha e entrou no banheiro, só revirei os olhos e continuei ali com minha filha.

Depois de Layla dormiu, jantei e fui me arrumar, vou sair com uma amiga.

Coloco um vestido preto colado, calcei um salto preto, faço uma maquiagem leve e finalizo meu cabelo com babyliss, pego minha bolsa, coloco apenas meu celular e as chaves do carro.

Vejo Carina passar por mim sem falar nada, acho incrível o jeito que ela fala que não converso com ela, mais estamos sem se tocar a semanas, ela nem se quer tenta alguma coisa, garota maluca.

Saio do quarto indo para sala, a onde encontro Carina sentada no sofá assistindo filme.

Maya: - não sei que horas volto- as vezes eu espero um: a onde você vai? Ou por que não fica em casa e assiste comigo? Mais o que eu ganho é.

Carina: - uhum- só isso e nada mais. Saio de casa entro no carro e saio dirigindo em direção a saída do condomínio. Depois de um trânsito leve, cheguei no meu destino, dando de cara com Isabella e mais uma colega de trabalho, seguimos para dentro da boate, já pedimos duas dose de tequila, viramos tudo de uma vez e foi aí que a noite esquentou e descemos até o chão.

Eu estava tão doida, que não consegui voltar para casa, acabei indo dormir na casa de Isabella.

Primeiro dia diante a uma cama de hospital, olhando a mulher da minha vida entre a vida e a morte, sendo medicada todos os dias, tendo esperanças que ela vai levantar dessa cama, que minha filha vai ter a mãe de volta, meu Deus, eu tirei o que minha mais amava nesse mundo. Eu não vejo Layla desde o dia que entramos no hospital, eu não sei como chegar perto da minha filha e saber que ela vai perguntar a onde está a mama, o que eu vou responder para ela? Que a mama dela passou mal e está internada e por isso ela não pode ver a mama, como eu falo uma coisa dessa para uma criança? Aí meu Deus eu não sei o que fazer.

Miranda: - oi...- fui despertada dos meus pensamentos por uma voz familiar, me viro para a onde o som veio.

Maya: - oii Mi...- do um sorriso forçado e volto a atenção a minha vida.

Miranda: - Layla perguntou por você, eu sei que as coisas estão difíceis, mais vai em casa, troca de roupa, fica um pouco com sua filha, ela é só um bebê precisa de você- senti sua mão acariciar meu ombro.

Maya: - eu quero, eu quero ver minha princesa, mais eu não sei como chegar perto dela e saber que ela vai perguntar pela mama dela, o que eu falo para uma criança? Miranda eu não sei o que fazer, eu tô sem chão, eu abandonei ela, eu deixei ela de lado pra satisfazer meu ego, eu não suporto a ideia de pisar naquela casa e não ver ela com nossa filha, abrir a porta de casa e escuta as risadas gostosas que as duas estavam tendo, eu queria me juntar a elas, mais meu orgulho falava tão alto, meu deus o que eu fiz? - cai em prantos, eu só queria voltar no passado.

Miranda: - Maya, eu sei que se culpa por isso, mais você não tem culpa de nada disso, e mesmo que esteja doendo muito agora é tarde demais para pensar no que deveria ter deixado de fazer, mantenha sua cabeça em suas esperanças, ela vai acordar e vocês vão recomeçar, mais agora quem mais precisa se você é sua filha, então pense nisso, ela não pode viver o resto da vida com sua mãe, perguntando cadê a mamãe dela...- suas palavras me causaram mais dor ainda, me trazendo diversas lembranças que acabaram comigo, eu simplesmente virei um monstro, só para alimentar o meu ego, meu deus, eu nem mereço viver depois de ter feito isso tudo.

Miranda beijou minha testa e saiu, novamente me pego observando Cary dormindo, eu só queria ver ela bem... Aquele sorriso que me fazia feliz todos os dias, por que diabos eu tinha que ser tão infantil?

Uma Segunda Chance De AmarHistórias para pegar e não largar. Descubra agora