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Eles conseguiram.
Conseguiram me atingir.
Conseguiram ferver meu sangue ao extremo.
Conseguiram sequestrar as duas pessoas que mais amo nessa fodida vida!
Caminho em passos largos, enquanto empurro um cartucho de balas para dentro da minha Desert Eagle. Os movimentos eram automáticos. Minha visão estava vermelha pela raiva e medo. Medo que poderiam fazer com eles. E raiva pelo o que eu farei com esses malditos portugueses.
— Não…! — Um soldado tentou me abordar, mas mal teve tempo de se mexer sem antes eu estourar seus miolos com um tiro bem no centro do rosto. Empurro seu corpo para o lado, o tirando do meu caminho e chegando até o carro da mansão.
O motorista estava morto, com a cabeça decaída no volante e um corte profundo em sua garganta, por onde saía um líquido vermelho escuro e viscoso, seus olhos ainda estavam abertos, mas não havia mais vida ali tinha muito tempo.
Observo sua mão esquerda, onde a aliança de ouro reluzia nitidamente.
Sua esposa terá que preparar o funeral…
Talvez ele tenha filhos. Se forem pequenos, vão inventar uma historinha boba sobre como ele virou uma estrelinha, tal qual eu conto para Rory sobre sua mãe. E se forem grandes, irão assumir o controle da família e liderança, enquanto mal terão tempo de passarem pelo luto.
Mas eu não serei esse cara.
Não serei o marido que está esperando a notícia ruim em casa.
Não serei o pai que perderá sua única filha.
Não.
Puxo o corpo pelo paletó manchado de sangue e o tirando de dentro do veículo, ocupando seu lugar no banco do motorista.
Meu celular começa a tocar sem parar, e pude ver na tela que era Elliot, mandando inúmeras mensagens, me xingando e mandando eu atender a porra do telefone. Suspiro, atendendo.
— O que quer? — Questiono, girando a chave na ignição e ligando o carro.
— Resolveu me atender, desgraça?! Quem é a porra do hacker nessa merda?! Eu não significo nada?! — Reviro os olhos, impaciente.
— O que quer?! — Repito, rude. Ele suspirou em desistência.
— Tenho o rastro de Rory. Estão levando eles para um local deserto… perderei o sinal em breve, mas não deve ter tantos caminhos para onde eles certamente irão torturar Franklyn e… — Ele parou de falar, e sei que cogitou a ideia de que poderiam matar Rory, já que ela não é a peça útil do que eles desejam. Engulo em seco, apertando o telefone com força.
— Mande-me o rastro. — Ordeno, e assim ele faz, compartilhando a localização no meu celular. Arranco com o carro imediatamente, fazendo o pneu cantar enquanto piso fundo no acelerador.