Capitulo 11

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Me aproximei da sacada, vendo alguns carros em baixo. A vista era da cidade iluminada e as flores perfumavam aquele lugar, as pétalas no chão me lembravam um jardim. Tinha também, flores brancas, violetas e de diversas cores. Perfeito!

Sinto ele se aproximar de mim, porém não me viro. Ele para ao meu lado, também olhando aquela vista, dando um longo suspiro antes de falar algo.

— Esse é meu lugar favorito. — fala quebrando o silêncio e eu sorrio, aquilo era lindo e pensar naquele lugar sendo o preferido do Bryan, me deixava feliz.

— Todos temos um lugar especial... — Começo. — um lugar ou até um alguém especial. — falo o olhando e ele me encara pensativo.

— Você tem algum lugar desse? — pergunta curioso e eu respiro fundo, encarando novamente a cidade iluminada a nossa frente. Talvez não seja realmente uma pergunta sobre lugares.

— Talvez tenha. Não sei ao certo ainda o meu lugar favorito... — deixo no ar e o mesmo acente, se aproximando mais. Sinto o seu calor, mesmo diante de uma brisa fria que agora nos ronda. — Por quê vai se casar? — pergunto, o pegando de surpresa.

— Como assim? — ele pisca várias vezes, tentando ainda entender a minha pergunta nada discreta.

— Quero dizer... Por quê vai se casar com ela? — pergunto mais uma vez, agora mais firme que da primeira vez.

Ele se vira para mim, está sério, porém com um olhar triste. Ele olha em meus olhos, parecendo querer que eu saiba algo ou até mesmo descubra um segredo.

— É complicado... — fala. — Tenho os meus motivos Violet e ninguém vai entender.

— Talvez eu entenda. Não é complicado explicar uma coisa que você sente! — eu me aproximo do mesmo e pego em sua mão, que se encontrava em cima do murinho que nos protegia. — Você a ama? — pergunto, sentindo um frio em minha espinha, percorrendo toda a extensão.

— Violet... Tenho algumas questões sobre isso e não quero te colocar nesse meio. É complicado, talvez até embaraçoso. — eu o corto.

— Me fala por favor! Eu só quero saber disso. — falo sentindo a respiração falhar. Ele precisava me esclarecer, precisava me falar alguma coisa.

— É uma história longa... — suspira. — Eu gosto da Ingrid... — fala parecendo procurar as palavras certas. — O pai dela me pediu para casar com sua filha, porque ele já me conhecia e sabia quem eu era. Falou que sua filha iria ser machucada se fosse outro, e em mim ele confiava.

Presto atenção no que ele fala, ele parece indeciso nas palavras, mas fala firme, como se quisesse desabar de uma vez.

— Me comprometi a dar uma família para ela e um casamento digno. Prometi diante de todos, até dos meus pais. Eu não estava pensando direto naquela época, talvez se eu tivesse pensado mais um pouco. — ele suspira pesado. Passa as mãos no rosto e se vira para frente, encarando a vista. — Não quero iludir ela, muito menos deixa-la. Se isso acontecer, temo o que ela pode ser capaz de fazer. Você entende?

— Entendo. — respondo, me lembrando da intimação que a mesma me deu no escritório dele. — Ela te ama Bryan, aquela mulher faria tudo por você, até mesmo destruir a minha reputação!

— Exatamente! Mas eu não a amo, porém eu gosto dela, como uma pessoa que tive algo, tive uma coisa que pode ser chamado de paixão. — ele respira mais uma vez. Consigo sentir o peso e a indecisão em seu gesto.

— E de mim? Você gosta de mim? — olho nos seus olhos para encontrar alguma resposta. Olhos azuis estão a me encarar profundamente, ternos e suaves. 

Amante Do Meu ChefeOnde histórias criam vida. Descubra agora