(Capítulo 34)

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Violet Grims

Olho pela janela e já começava cair uma chuva fina, mas em poucos minutos ela foi aumentando e se tornando mais intensa. Essa epoca do ano era a mais fria e chuvosa. Minha mãe estava com algumas amigas, talvez em algum chá ou em uma dessas reuniões que as mesmas faziam para relembrar os "velhos tempos". Mas a real é que minha mãe não perdia uma oportunidade de encher a cara com vinho barato. Começo a rir com esse meu pensamento, já sentindo a dor do beliscão que a mesma me daria se ouvisse uma coisa dessa.

Me afasto da janela, me sentando em uma poltrona que havia ali em meu quarto. Eu costumava sentar ali para ler, mas dessa vez eu apenas estava sentada. Olhei para o cômodo, me sentindo vazia, um pouco incomodada. Meus pensamentos se voltam a única pessoa que tem poderes sobre eles e essa pessoa se chama Bryan Bennet.

Desde aquela noite eu venho pensando bem, por mais que eu convença minha mente de que dar uma chance para Bernardo seja bom, ao mesmo tempo eu acho uma ideia louca. Não seria uma boa ideia, eu iria apenas me sentir mais mal, por usar um homem para esquecer Bryan e ainda mais sendo o seu irmão mais novo.

Ouço minha campainha tocar, tocou 4 vezes oque me fez estranhar e me perguntar; quem seria aquela hora? Minha mãe levara sua chave aonde quer que ela fosse, e também não pedi nada para entregarem em minha casa, então quem seria?

Desço as escada devagar, não sou do tipo medrosa, mas naquelas circunstâncias eu estava indefesa. Olho em direção a cozinha, tendo uma ideia um tanto que louca, adentro o ambiente e vou até o faqueiro, retirando uma faca grande e pontuda. "Isso deve dar", penso.

Ando em passos lerdos até a porta, destranco a mesma e respiro antes de girar a maçaneta. Ao abrir, vejo Bryan parado, seu olhar também é confuso, olho para seu corpo encharcado pela chuva e suspiro. Seus cabelos molhados gotejam sobre suas roupas encharcadas. Observo aquele ser ali em minha frente e fico ainda mais confusa.

o que ele veio fazer aqui?

- O que está fazendo aqui? - pergunto ríspida. Ele estava em minha porta, encharcado, oque ele quer que eu penso?

- Eu não sei, quando vi, já estava dirigindo em direção a sua casa... - ele da uma pausa, limpando os olhos com as costas das mãos. - ...precisamos conversas! - diz e eu nego com a cabeça.

- Não temos nada para conversar, você quis assim e não posso fazer mais nada! - tento rebater, mas na verdade eu queria apenas o entender.

- Deixa eu pelo menos entrar, estou encharcado e posso pegar um resfriado! - fala batendo os dentes. Realmente o vento estava começando a ficar forte, oque me fazia encolher os ombros. - por favor. - ele pede, baixo.

Meu coração amolece, então eu o permito entrar, dou passagem para ele, que passa em silencio. Sinto seu perfume inundar o ambiente, o perfume que em muitas noites eu sonhei, em muitos momentos eu pedia para sentir outra vez.

Eu estava ficando louca!

- Sua mãe está? - pergunta me encarando e eu nego.

- Saiu, foi para algum lugar que tenha vinho ou chá, talvez volte hoje ou não...- ele faz uma careta, me fazendo me preocupar. - está sentindo algo?

- Eu estou...- ele cambaleia para um lado e não dá tempo de o segurar, o mesmo cai no sofá da sala, oque me faz imediatamente o alcançar.

Amante Do Meu ChefeOnde histórias criam vida. Descubra agora